Meio Ambiente

06/11/2020 | domtotal.com

Colônias de pinguins no Atlântico Sul são ameaçadas por iceberg gigantesco

Aquecimento climático acelerou o desprendimento de icebergs na Antártida

O maior iceberg do mundo pode chocar com a ilha Georgia do Sul, refúgio de milhares de pinguins e focas que já não conseguem se alimentar corretamente
O maior iceberg do mundo pode chocar com a ilha Georgia do Sul, refúgio de milhares de pinguins e focas que já não conseguem se alimentar corretamente (Pablo Porciuncula Brune/AFP)

O maior iceberg do mundo, do tamanho de Córsega, pode encalhar na ilha Georgia do Sul, no Atlântico e refúgio de milhares de pinguins e focas que já não conseguem se alimentar corretamente, alertam os cientista.

O aquecimento climático acelerou o desprendimento de icebergs na Antártida, desencadeando consequências que podem ser devastadoras para a abundante fauna presente na Georgia do Sul, administrada pelo Reino Unido e cuja soberania é reclamada pela Argentina.

Este iceberg, chamado A68, é um gigante de 160 km de comprimento e 48 de largura e se desprendeu em julho de 2017 da plataforma glacial Larsen C, ligada à Península Antártica.

Na velocidade atual, levará de 20 a 30 dias para que alcance as águas pouco profundas ao redor das ilhas. "A probabilidade de uma colisão é de 50/50", explica Andrew Fleming do British Antarctic Survey.

Vários milhares de pinguins-reais vivem na ilha, ao lado de pinguins dourados, pinguins-barbicha ou pinguins gentoo. Também estão presentes focas, albatrozes-errantes (aves) e bugios (macacos) na Georgia do Sul.

Se o iceberg chegar perto da ilha, poderá afetar a capacidade dos animais para alimentar suas crias, ameaçando sua sobrevivência e também a dos filhotes de foca. "O número de pinguins pode ser fortemente reduzido", indica Geraint Tarling, do British Antarctic Survey.

O iceberg também pode mudar o ecossistema dos fundos marinhos, que pode levar décadas ou séculos para se restabelecer. O carbono retido nesses organismos poderia ser despejado no oceano e na atmosfera, juntando-se às emissões de CO2 causadas pelas atividades humanas, explicam os pesquisadores.

Por outro lado, "este iceberg acumulou durante centenas de anos muitos nutrientes e pós, que são liberados pouco a pouco e fertilizam os oceanos", acrescenta Geraint Tarling.


AFP



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