Coronavírus

18/11/2020 | domtotal.com

Mortes por Covid-19 batem novo recorde no mundo com 11 mil em um único dia

Segunda onda na Europa e nos EUA fazem número de casos superar 4 milhões em uma semana

Europa volta às restrições diante do aumento no número de mortes
Europa volta às restrições diante do aumento no número de mortes (Pascal Guyot/AFP)

A segunda onda de infecções por Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos tem causado alarme e revelado que a pandemia está longe de ser vencida. Mesmo as notícias promissoras no campo científico, com evolução de resultados de eficiência de várias vacinas, o alerta deve ser mantido. Uma prova é o registro do maior número de mortes por Covid-19 em 24h desde o início da pandemia.

O novo recorde diário, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins, é de 11.115 mortes por Covid-19 na terça-feira (17), que supera o de 11 mil óbitos no dia 4 de novembro. Na semana anterior, foram registrados 4 milhões de novos casos no planeta e quase 60 mil pessoas morreram devido à doença no mesmo período, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O pico de mortes durante a primeira onda da pandemia foi de 8.365 pessoas, em 17 de abril.

Mais de 55 milhões de pessoas contraíram a doença e mais de 1,3 milhão de mortes foram anotadas em todo o planeta desde o aparecimento do coronavírus. A quantidade de mortos chegou aos 248 mil nos Estados Unidos, país com o maior número de óbitos causados pelo vírus no mundo. Em seguida vem Brasil (166 mil), Índia (130 mil), México (99 mil) e Reino Unido (52 mil).

A Europa é o epicentro da segunda onda da doença - o continente representou quase metade dos 4 milhões de novos casos na semana passada. Os países europeus vêm registrando números recorde desde o mês de outubro e começaram a adotar novas medidas para tentar frear a contaminação.

Segundo anúncio da OMS, feito nesta quarta-feira, o número de novos casos de Covid-19 na Europa caiu na semana passada pela primeira vez em três meses, mas o número de mortes continua aumentando no continente: 46% dos novos casos do planeta e 49% das mortes na semana passada vieram apenas da Europa.

Na terça-feira, a França ultrapassou a Rússia em número de casos e superou os 2 milhões de infectados, e a Itália registrou o maior número de mortes em sete meses. A Alemanha, com mais de 800 mil casos de Covid-19 durante a pandemia, vai impor novas restrições, como o uso de máscaras nas escolas e a redução do tamanho das salas de aula.

A Suécia, que vinha adotando medidas mais flexíveis para o combate à pandemia, endurecerá as regras a partir da próxima semana. As reuniões, que eram permitidas se tivessem entre 50 a 300 pessoas a depender do caso, agora serão de até oito pessoas. O país já também havia decretado o fechamento de bares, restaurantes e boates até às 22h30.

"A situação no nosso país é complicada e sensível. E vai piorar. Cumpra com seu dever, assuma a sua responsabilidade para frear a propagação. Não vá à academia, nem à biblioteca, nem jantar ou a festas. Fique em casa", disse o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven.

A América permanece como a segunda região mais afetada. Na semana passada, o número de novos casos aumentou 40%, com mais 1,45 milhão de contagiados, e a quantidade de mortes no período cresceu 11%, para 19,1 mil. Mais de 1 milhão dos novos casos foram registrados nos Estados Unidos, país que supera 11 milhões de infectados desde o início da pandemia. A única região que registra queda nos números de novos casos e mortes é o Sudeste Asiático, segundo a OMS.


Agência Estado/AFP/Dom Total



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