Meio Ambiente

19/11/2020 | domtotal.com

Rara espécie de orquídea gigante é descoberta em floresta do Equador

O Equador é o país com o maior número de espécies de orquídeas registradas, da ordem de 4,2 mil, seguido por Colômbia, Brasil, Venezuela e Peru

A Lepanthes tulcanensis, nova espécie de orquídea descoberta no Equador em 2018
A Lepanthes tulcanensis, nova espécie de orquídea descoberta no Equador em 2018 (Marco Montero/Afp)

Uma nova espécie de orquídea, considerada uma "raridade" por seu grande tamanho, foi descoberta em uma floresta úmida do norte do Equador, na fronteira com a Colômbia, informou à reportagem o biólogo Luis Baquero, autor do estudo.

A descoberta, em outubro de 2018, da variedade batizada Lepanthes (orquídeas) tulcanensis foi divulgada na terça-feira (17) pela revista científica Lankesteriana, do Jardim Botânico da Universidade da Costa Rica.

A tulcanensis, batizada em homenagem à cidade equatoriana de Tulcán, próxima ao local da descoberta, destaca-se pelo grande tamanho em relação às espécies parentes, explicou Baquero que estuda orquídeas há 25 anos.

"É uma planta de cerca de 40 centímetros, quando as outras não passam de 10 centímetros", afirmou o professor da Universidade das Américas (Udla), que realizou o estudo da nova espécie em conjunto com o pesquisador Marco Montero, responsável pela descoberta, e com apoio da Fundação Ecominga, uma ONG conservacionista equatoriana.

O tamanho da espécie contempla a medida desde as raízes até o alto do talo.

A "rara nova espécie", como é chamada por Baquero, foi encontrada na reserva Drácula, na região de Cerro Negro.

A tulcanensis tem uma flor que mede 2,5 centímetros e destaca-se por suas cores que vão do amarelo ao laranja.

"A folha é alongada, de cerca de 10 centímetros, e a flor é grande para seu gênero, com cerca de dois centímetros de largura, quando em outras variedades atinge apenas alguns milímetros e tem muitas nervuras em relação às outras", explicou Baquero.

O biólogo considerou a descoberta "uma espécie de elo perdido entre todas as Lepanthes", porque "entre um grupo especial de sete grandes variedades, é a mais rara de todas", disse entusiasmado o especialista.

No entanto, alerta que a nova espécie de orquídea "estaria em risco", pois seu ecossistema poderia fazer parte de uma região de futuras concessões de mineração.

"Tememos que implantem práticas ambientais que afetem a biodiversidade da região", afirmou. A nova variedade cresce entre 1,8 e 2 mil metros de altitude, na floresta úmida andina, o que lhe oferece as condições ideais de temperatura e umidade para crescer.

O Equador é o país com o maior número de espécies de orquídeas registradas, da ordem de 4,2 mil, seguido por Colômbia, Brasil, Venezuela e Peru.


Afp



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