Coronavírus

19/11/2020 | domtotal.com

Primeiro lote com 120 mil doses da vacina CoronaVac chega em São Paulo

Medicamento tem sido motivo de guerra política entre governos federal e de São Paulo

CoronaVac será desenvolvida em parceria entre a chinesa Sinovac e o Instituto Butantan
CoronaVac será desenvolvida em parceria entre a chinesa Sinovac e o Instituto Butantan (Nelson Almeida/AFP)

O Brasil recebeu nesta quinta-feira (19) o primeiro lote com 120 mil doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. "É um marco muito importante", comemorou no aeroporto de São Paulo o governador do estado, João Doria, de acordo com um vídeo postado em suas redes sociais.

O convênio entre a Sinovac e o Instituto Butantan contempla o envio de um total de 6 milhões de doses até o final do ano, assim como a entrega de matéria-prima para fabricar outras 40 milhões de doses em São Paulo, segundo informou o governo regional. A autorização da Anvisa é necessária para a aplicação da vacina no Brasil.

A CoronaVac faz parte das vacinas mais avançadas no mundo, muito próxima da gigante farmacêutica americana Pfizer, que apresentou resultados provisórios da fase 3 que com uma eficácia "de mais de 90%".

A vacina da Sinovac também está na fase 3 dos ensaios em humanos, a última etapa antes de sua homologação, que envolve milhares de voluntários no Brasil, Indonésia e Turquia.

A China autoriza desde julho, para os casos "urgentes", a administração de vacinas experimentais. Pelo menos centenas de milhares de chineses já receberam a vacina da Sinovac ou as do laboratório público Sinopharm.

O Brasil, com 211 milhões de habitantes, contabiliza mais de 167 mil mortes e quase 6 milhões de casos com o vírus. São Paulo, o estado mais populoso do país, registra mais de 1,1 milhão de casos e quase 41 mil mortes.

A vacina chegou no Brasil através de um convênio com o Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo, e tornou-se motivo de disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e seu rival Doria.

O confronto se intensificou na semana passada quando a Agência de Vigilância Sanitária Nacional (Anvisa) suspendeu por 48 horas o ensaio clínico da vacina em voluntários no Brasil, argumentando "um incidente grave" ocorrido durante os testes.

Bolsonaro comemorou nas redes sociais a paralisação do estudo e as autoridades regionais de São Paulo, assim como a direção do Instituto Butantan, expressaram "indignação" e garantiram que o incidente não estava relacionado ao ensaio da vacina.

O suicídio de um voluntário motivou a suspensão dos ensaios, mas depois a Anvisa anunciou sua retomada, afirmando que as suspensões em fase de estudo são comuns e que isso "não significa necessariamente que o produto sob investigação não seja de qualidade, seguro ou eficaz".


AFP/Dom Total



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