Brasil

27/11/2020 | domtotal.com

Vamos fazer o Boulos crescer!

Apesar dos episódios absurdos deste fim de ano, ainda há esperanças de dias melhores

Guilherme Boulos,candidato à prefeitura de São Paulo, durante encontro com mulheres em Itaquera
Guilherme Boulos,candidato à prefeitura de São Paulo, durante encontro com mulheres em Itaquera (Leandro Vaz)

Eleonora Santa Rosa*

Se alguém imaginou que 2020 já tinha dito a que veio e encerrado o ciclo de más novas, parece que ainda há muito a ser percorrido neste duro périplo até o fim de dezembro.

Abrimos a antessala do último mês do ano com um desfile de episódios lamentáveis e absurdos, como o do espancamento e morte de João Alberto, em Porto Alegre, sob as asas sombrias do Carrefour, rede de supermercados de renome mundial e de igual vexame pela intolerância, desfaçatez e violência perpetrada por funcionários despreparados e caracterizados por condutas arbitrárias de vigilância, que causaram indignação no Brasil e no exterior.

Na sequência, a morte de Maradona, um fim trágico em coda melancólica e sofrida, em todos os sentidos. Uma perda chorada, lamentada por seus compatriotas e muito além, por seus admiradores nos quatro cantos do mundo, seja como jogador, como militante, como provocador, como desafiador de padrões e bons costumes. De Francisco, o papa, ao mais simples cidadão portenho, nos deparamos com as imagens de semblantes abatidos, entristecidos, tomados pela dolorosa notícia. Que dom Diego encontre em outra esfera a paz e a liberdade tão almejadas, acima dos cenhos de julgamento, condenação e incompreensão. Que descanse apaziguado consigo próprio.

Por todo o país, alta nas internações hospitalares, altos índices de contaminação e boa parte da população em estado de absoluta alienação e esgotamento, apartada da realidade, imaginando que o vírus já se foi. Não só não se evadiu como tem mostrado sua força e resistência, levando amigos e conhecidos numa nova onda de estragos sem fim.

Há também boas notícias em meio a esse cenário tormentoso, a eleição em segundo turno no Rio de Janeiro, ao que parece, traz a  'excomunhão' do pastor aloprado da prefeitura, titular de uma gestão incompetente e inepta, que não há de deixar saudades, sepultada para todo o sempre sob apupos e cânticos evangélicos entoados por seu tio Edir. Em Sampa, ao contrário, páreo duríssimo, disputadíssimo, com o fortalecimento de Guilherme Boulos e Luiza Erundina, dupla do barulho, da esperança, da alegria, do novo, das propostas ousadas e solidárias, com responsabilidade, articulação e ética. Um alento ver/ouvir os candidatos do PSOL paulista.  A receita básica para os novos tempos está na ponta da língua: vamos fazer o Boulos crescer e ganhar!  Sampa merece uma administração contemporânea e inovadora, compartilhadora de princípios com base em valores humanos, inteligência, preparo, competência e sensibilidade – vai ter Boulos para todos!

*Ex-secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais, ocupou diversas funções públicas de relevo e desenvolveu projetos de educação patrimonial e de patrimônio cultural de repercussão nacional. Ex-diretora executiva do Museu de Arte do Rio - MAR (de novembro de 2017 a novembro de 2019), é considerada uma das mais experientes e respeitadas profissionais no campo da viabilização, implantação e soerguimento de equipamentos culturais no país. Estrategista e gestora cultural, tem larga experiência editorial; foi responsável pela publicação de mais de meia centena de obras voltadas à história e à cultura de Minas Gerais, tendo sido coordenadora editorial das consagradas Coleções Mineiriana e Centenário da Fundação João Pinheiro. Diretora do Santa Rosa Bureau Cultural, é autora do livro Interstício

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente do Dom Total. O autor assume integral e exclusivamente responsabilidade pela sua opinião.



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