Religião

29/11/2020 | domtotal.com

Durante investidura dos novos cardeais, papa adverte sobre as tentações do cargo

'Todos amamos Jesus, todos queremos segui-lo, mas devemos estar sempre atentos para seguir em seu caminho', disse Francisco

Cerimônia de posse de 13 novos cardeais na Basílica de São Pedro, no Vaticano
Cerimônia de posse de 13 novos cardeais na Basílica de São Pedro, no Vaticano (Fabio Frustaci/AFP)

O papa Francisco advertiu os 13 novos cardeais que receberam neste sábado o título cardinalício no Vaticano sobre a tentação de cair em "corrupção" durante a vida religiosa e, sobretudo, de sentir-se uma "eminência".

"Pensem em todos os tipos de corrupção que podem encontrar na vida religiosa", afirmou o pontífice durante a cerimônia na basílica de São Pedro para a cerimônia de investidura dos 13 novos cardeais, com dois ausentes, que não conseguiram viajar devido à pandemia de coronavírus.

"Todos amamos Jesus, todos queremos segui-lo, mas devemos estar sempre atentos para seguir em seu caminho", disse. "Por exemplo, o vermelho púrpura do hábito cardinalício, que é a cor do sangue, pode se tornar, pelo espírito mundano, uma distinção eminente. Assim, a pessoa não se sente mais um pastor, e sim uma eminência. Quando você sentir isso, você se sentirá fora do caminho", advertiu.

Francisco entregou em seguida o título cardinalício, assim como o anel e o barrete aos novos cardeais, que incluem nove eleitores, ou seja, religiosos com direito de voto em um futuro conclave para a eleição de seu sucessor.

A cerimônia foi marcada pela pandemia de coronavírus: 11 novos cardeais, todos com os trajes litúrgicos vermelhos, acompanharam a cerimônia de máscara e com distanciamento uns dos outros para evitar a propagação do vírus.

Os novos cardeais são seis italianos, um mexicano, um maltês, um espanhol, um americano, um filipino, um ruandês e um de Brunei. A lista inclui o arcebispo de Santiago do Chile, o espanhol residente no país Celestino Aós, e bispo emérito de San Cristóbal de las Casas (México), Felipe Arizmedi Esquivel, que tem mais de 80 anos e não poderá participar no conclave.

Os dois novos cardeais foram obrigados a cumprir uma quarentena rígida de 10 dias no Vaticano e passaram por exames de diagnóstico de Covid-19 antes de receber o título, que os transforma em "príncipes da Igreja", desta vez da Igreja que Francisco deseja, mais humilde e próxima dos pobres.


AFP



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