Coronavírus

12/12/2020 | domtotal.com

Mais de 180 mil: Número de mortos pela Covid-19 continua crescendo no país

São Paulo é o estado que teve mais casos da doença, 1,325,162, e 43.802 pessoas morreram. Em seguida vem Minas Gerais, com 459.537 contaminados e 10.565 óbitos

No total, foram registrados 180.453 óbitos e 6.836.313 pessoas contaminadas no Brasil
No total, foram registrados 180.453 óbitos e 6.836.313 pessoas contaminadas no Brasil (Sérgio Lima / AFP)

O Brasil já tem mais de 180 mil pessoas mortas pela Covid-19. No total, foram registrados 180.453 óbitos e 6.836.313 pessoas contaminadas no Brasil, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram divulgados às 20h.

A média móvel de mortes por Covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 639 nessa sexta-feira (11). Segundo o consórcio de veículos de imprensa, foram registrados 652 novos óbitos nas últimas 24 horas e 52.770 casos.

São Paulo é o estado que teve mais casos da doença, 1,325,162, e 43.802 pessoas morreram. Em seguida vem Minas Gerais, com 459.537 contaminados e 10.565 óbitos.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nessa quinta-feira (10), o Ministério da Saúde informou que foram registrados 53.347 novos casos e mais 770 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 6.781.799 pessoas infectadas e 179.765 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Novas medidas em SP

Por causa do aumento do número de casos, óbitos e de internações por Covid-19, o governo de São Paulo anunciou nessa sexta-feira uma série de medidas para tentar conter a formação de aglomerações no estado, principalmente com as compras e festas de Natal. As medidas vão valer a partir deste sábado (12). Entre as medidas anunciadas, em entrevista coletiva, está o aumento da restrição no lazer noturno, onde ocorrem muitas aglomerações.

Por isso, bares vão funcionar até as 20h, com mesas de até seis pessoas, podendo servir apenas clientes sentados e com capacidade de 40%. Antes, eles poderiam funcionar até as 22h, permitindo a permanência de seus clientes no local até as 23h.

Já os restaurantes vão poder funcionar até as 22h, mantendo a capacidade de 40% do público, clientes sentados e mesa até seis pessoas, com a diferença de que a venda de bebida alcoólica será restrita no local, podendo ocorrer somente até as 20h.  Após esse horário, não será mais permitida a comercialização de bebida alcóolica. As lojas de conveniência de postos de combustíveis terão que fechar até as 22h e não poderão mais comercializar bebida alcóolica após as 20h.

Já o comércio e shoppings centers vão poder funcionar por 12 horas por dia, mas terão que manter a capacidade de ocupação em 40% para garantir maior espaçamento entre as pessoas. O comércio e os shoppings poderão funcionar até as 22h, mas o limite é de 12 horas de funcionamento por dia.

Segundo o governo paulista, mil agentes da Vigilância Sanitária vão fiscalizar o cumprimento das novas regras, principalmente nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Essas equipes vão fiscalizar também as festas clandestinas.

O número de casos, internações e de óbitos por Covid-19 vem crescendo desde a primeira semana de novembro em todo o estado. Na média diária de casos, o aumento foi de 23,6%  entre as 47ª Semana Epidemiológica (de 15 e 21 de novembro) e a 49ª Semana Epidemiológica (de 29 de novembro e 2 de dezembro).

O número de novas internações cresceu de 15,5% no mesmo período, passando de 1.180 para 1.364 por dia, e o de óbitos, 30,3%, passando de 101 novas mortes por dia para 132.

Perfil

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, o perfil das pessoas que estão se contaminando com o novo coronavírus é diferente agora. Entre março e novembro, a maior demanda por leitos destinados para a Covid-19 era de pessoas entre 55 e 75 anos de idade.

Nas últimas três semanas, o perfil mudou. A maior parte dos internados tem entre 30 e 50 anos de idade. "O grupo etário que mais nos preocupava era o de idosos, que representam 77% dos que evoluem de forma grave. Mas temos que entender que os jovens não são imunes ao vírus. Eles também podem adoecer e morrer pelo vírus. Jovens também podem morrer em decorrência da Covid-19", disse, durante a coletiva.

Até sexta-feira, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), destinados ao tratamento da Covid-19, estava em 58,4% no estado e em 64,4% na Grande São Paulo, o que representa 4.573 pessoas internadas em estado grave em todo o estado. Em junho, a ocupação de leitos de UTI no estado estava em 69%. Já na Grande São Paulo, o auge ocorreu em maio, com 92% de ocupação.

Toque de recolher no MS

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, decretou o toque de recolher em todo o estado a partir da próxima segunda-feira (14). A medida será imposta por um período de 15 dias em razão do aumento de casos.

De acordo com o decreto publicado na sexta no Diário Oficial do estado, nos 79 municípios sul-mato-grossenses os cidadãos não poderão sair de casa entre 22h e 5h. Há exceção em casos de trabalho e emergência médica. Serviços não essenciais como bares e restaurantes devem permanecer fechados durante o horário de restrição.

"Estamos no limite de ocupação dos leitos em todo o Mato Grosso do Sul. Se não adotássemos essa medida neste momento poderíamos explodir a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Como a cada dia que passa mais pessoas estão sendo contaminadas, tivemos que pisar no freio para não faltar leitos. Tivemos que tomar essa atitude para evitar mais mortes", afirmou Reinaldo Azambuja.

Caberá à Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e à Vigilância Sanitária Estadual o trabalho de fiscalização do toque de recolher. Guardas municipais e vigilâncias sanitárias municipais vão reforçar a inspeção.

O decreto determina ainda que os municípios devem adotar as recomendações sanitárias definidas pelo Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) durante a restrição de circulação de pessoas. Casos de municípios que não seguirem as regras serão encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPMS).

Em 24 horas, Mato Grosso do Sul registrou 1.236 casos positivos de Covid-19 e 18 óbitos, totalizando 109.785 infectados e 1.888 mortes, desde o início da pandemia. De acordo com o boletim epidemiológico da doença, a taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI no estado aumentou drasticamente e já há falta de vagas nas regiões de Campo Grande e Corumbá. Já as regiões de Dourados e Três Lagoas estão com ocupação de 78% e 64%, respectivamente. Dados do Prosseguir mostram ainda que 45 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão com grau elevado de contaminação para o novo coronavírus.


Agência Estado/Agência Brasil/Dom Total



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