Ciência e Tecnologia

05/01/2021 | domtotal.com

Operação Elone da Polícia Federal investiga venda de relíquias arqueológicas no Acre

Homem que se coloca como 'caçador de relíquias' retira materiais arqueológicos do Rio Acre sem autorização

Os materiais arqueológicos resgatados foram encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que 'fará a destinação adequada para a conservação dos objetos', indicou a corporação
Os materiais arqueológicos resgatados foram encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que 'fará a destinação adequada para a conservação dos objetos', indicou a corporação (Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (5) a Operação Elona, para investigar supostos crimes de venda de materiais arqueológicos, estelionato e alteração de locais, em razão do valor arqueológico. A ofensiva mira um suspeito que se coloca como 'caçador de relíquias' e retira do Rio Acre, na altura do estirão da Gameleira, materiais arqueológicos, sem autorização.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito em Rio Branco, onde foi localizado grande parte do material arqueológico sob investigação. Segundo a PF, foi realizada a prisão em flagrante de um indivíduo na posse das relíquias.

Os materiais arqueológicos resgatados foram encaminhados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que 'fará a destinação adequada para a conservação dos objetos', indicou a corporação.

Segundo a divisão técnica do Iphan no Acre, as relíquias seriam 'garrafas de Stoneware (Grés) do século 19, além de garrafas de vidro provenientes da Holanda, Irlanda, Inglaterra e Portugal'. "São materiais de diversos tamanhos e tipologias, que foram trazidas para a região na época da Revolução Acreana e, sobretudo, durante os Ciclos da Borracha, possuindo, portanto, mais de 100 anos e, consequentemente, um grande valor histórico".

As investigações tiveram início a partir de notícia de crime, informando a possível comercialização de materiais arqueológicos na internet em plataformas digitais. A Polícia Federal indicou ainda que as apurações continuarão em andamento para identificar outros envolvidos no esquema.


Agência Estado



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