Religião

07/01/2021 | domtotal.com

Bispos católicos dos EUA condenam violência no Capitólio

Conferência Episcopal destaca importância de uma 'transição pacífica' do poder

Além da mulher morta por tiros disparados por um agente do Capitólio, outras três pessoas perderam a vida. Treze pessoas ficaram feridas e 52 foram presas
Além da mulher morta por tiros disparados por um agente do Capitólio, outras três pessoas perderam a vida. Treze pessoas ficaram feridas e 52 foram presas (Saul Loeb/AFP)

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América (USCCB) condenou, em comunicado, os protestos violentos desta quarta-feira no Capitólio norte-americano, que resultaram em quatro mortes.

"Uno-me às pessoas de boa vontade para condenar a violência no Capitólio dos Estados Unidos. Não é assim que somos, como americanos. Rezo pelos membros do Congresso e da equipe do Capitólio, pela polícia e por todos aqueles que trabalham para restaurar a ordem e a segurança pública", disse o arcebispo de Los Angeles, dom José H. Gomez.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados por manifestantes pró-Trump no Capitólio; o debate no Senado foi retomado pelas 20h locais.

O presidente da USCCB sublinha que "a transição pacífica de poder é uma das marcas" do país.

"Neste momento preocupante, devemos comprometer-nos novamente com os valores e princípios da nossa democracia e unir-nos como uma nação sob Deus", escreve o responsável católico, rezando por "sabedoria e a graça de um verdadeiro patriotismo e amor à pátria".

Vários bispos também deixaram apelos ao fim da violência.

O novo cardeal Wilton Gregory, arcebispo de Washington, sublinhou que "as feridas e os estragos são enormes", apelando à colaboração, ao respeito pelos valores democráticos e ao bem comum.

Já o arcebispo de Chicago, cardeal Blase Joseph Cupich, recorreu ao Twitter para denunciar uma "vergonha nacional", sustentando que "a política é a resolução pacífica dos pontos de vista contrários".

Johnny Zokovitch, diretor executivo da Pax Christi, definiu, em nota, que os incidentes da última quarta-feira são "o resultado da demagogia de um homem, o presidente Trump, e do fracasso de todos aqueles – políticos, mídia, família e outros" que "encorajaram a retórica de ódio e divisão que definiu o mandato deste presidente".


Ecclesia



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