Religião

11/01/2021 | domtotal.com

Ajuda à Igreja que Sofre alerta para aumento do terrorismo na África

Violência jihadista resulta em 2 mil mortos e 600 mil deslocados internos

Aldeia da Paz, em Moçambique, atacada em qagosto de 2019
Aldeia da Paz, em Moçambique, atacada em qagosto de 2019 (AFP)

A Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), em uma nota de seu presidente executivo, Thomas Heine-Geldern, lança um alarme sobre a preocupante situação vivida em vários países do Sahel e no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, região sob violentos ataques de grupos armados que afirmam pertencer ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), advertindo que a "ameaça terrorista está crescendo" na África.

A fundação de direito pontifício recorda que ao longo de 2020 houve um "notável aumento da violência" em Cabo Delgado, "com pessoas decapitadas, vilarejos e cidades caídas nas mãos de jihadistas e muitas pessoas sequestradas". Os atentados tiveram início em outubro de 2017. Fala-se de "mais de 2 mil mortos" e "mais de 600 mil deslocados internos".

Neste contexto, em novembro, a AIS decidiu apoiar as dioceses moçambicanas que acolhem os deslocados, e "buscam atenuar o sofrimento e os traumas" destas populações, "com uma ajuda de emergência de 100 mil euros", explicou Regina Lynch, responsável pelo Departamento de Projetos Internacionais da AIS.

"Queimaram igrejas e destruíram conventos e também sequestraram duas freiras. Mas quase ninguém prestou atenção a este novo foco de terror e violência jihadista na África, que está afetando a todos, tanto cristãos quanto muçulmanos", comentou Lynch.

"Esperemos – concluiu – que se dê finalmente uma resposta a esta crise no norte de Moçambique, em nome dos mais pobres e abandonados ".


Vatican News



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