Religião

12/01/2021 | domtotal.com

'Caminho da Sagrada Família' avança apesar da pandemia

Projeto busca remontar a estadia de Jesus no Egito e constitui uma das mais extensas rotas de peregrinação do mundo

O complexo monástico de Wadi El Natrun, nos arredores do Cairo, é um dos 25 pontos de passagem do 'Caminho da Sagrada Família'
O complexo monástico de Wadi El Natrun, nos arredores do Cairo, é um dos 25 pontos de passagem do 'Caminho da Sagrada Família' (Weiss Kirchner/Wikimedia Commons)

Apesar da pandemia de Covid-19, está avançando o ambicioso projeto patrocinado pelas autoridades egípcias para a criação do "Caminho da Sagrada Família", um itinerário turístico-religioso que irá ligar os lugares que, de acordo com a tradição, Maria, José e Jesus teriam atravessado quando procuraram refúgio no Egito para escapar à violência do rei Herodes e que será uma das mais extensas rotas de peregrinação religiosa do mundo.

"É o presente de Natal que o Egito dá ao mundo", afirmou o coordenador do projeto e diretor geral de relações internacionais da Autoridade de Desenvolvimento do Turismo no país, Adel al Gindy, na passada quinta-feira, 7 de janeiro, 25 de dezembro no calendário juliano, data em que os cristãos coptas (egípcios) celebraram o Natal. "O caminho une 25 lugares queridos à memória dos cristãos egípcios, percorrendo um itinerário de 3500 Km, cruzando 11 províncias, do delta do Nilo ao Alto Egito", sublinhou.

Entre os lugares que fazem parte do itinerário incluem-se os mosteiros de Wadi El Natrun, também conhecidos como "Árvore de Maria" em el Matariya (nos arredores do Cairo), a Igreja da Virgem Maria em Jabal al-Tayr (na província de Minya) e o mosteiro de Deir al Muharraq (na província de Assiut), onde a Sagrada Família, segundo tradições locais, teria vivido mais de seis meses numa gruta, posteriormente incorporada numa capela deste mosteiro.

O projeto começou a ser pensado há cerca de vinte anos, mas só foi relançado pelo governo egípcio em abril de 2017, após a viagem apostólica do papa Francisco, cujo apoio foi decisivo. Em 2019, as autoridades do país iniciaram as diligências para que a rota possa ser reconhecida como Património Mundial pela Unesco. Adel al Gindy prometeu mais detalhes sobre os avanços e previsão de conclusão do projeto nos próximos dois meses.


Sete Margens



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