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15/01/2021 | domtotal.com

México e Peru registram aumento no número de casos e mortos pela Covid-19

Autoridades mexicanas relataram maior letalidade em toda pandemia no país; Peru triplica casos em duas semanas

México é o quarto país com mais mortos em números absolutos por Covid-19
México é o quarto país com mais mortos em números absolutos por Covid-19 (ALFREDO ESTRELLA/afp)

O México registra a semana com a maior letalidade de toda a pandemia de Covid-19 e Peru vê novos casos diários por coronavírus triplicarem nas primeiras duas semanas de 2021.

México está com uma média de 990 casos diários desde 7 de janeiro passado, segundo as mais recentes cifras oficiais. Nos últimos sete dias, o país, de 128 milhões de habitantes, acumulou 6.930 óbitos, com um máximo histórico de 1.314 na terça-feira (12). Até a quarta tinha sido contabilizado um total de 136.917 mortos e 1.571.901 contágios.

Trata-se do quarto país com mais mortos em números absolutos por Covid-19 e o décimo oitavo na relação por 100 mil habitantes, de acordo com dados apurados pela reportagem e alimentada com estatísticas oficiais.

Após um período de relativa estabilização, a curva de mortalidade voltou a subir no fim de 2020 e se acelerou em janeiro. Até sábado passado, a média diária de mortes mais elevada havia sido de 800, entre 21 e 27 de junho.

Assim como tem acontecido em outros países, os mexicanos estão pagando a conta da flexibilização das medidas restritivas por parte das autoridades e dos excessos das festas de fim de ano. "Desde o fim de novembro perdeu-se o controle da atividade social e as pessoas começaram a sair exageradamente às ruas fazer compras e outras atividades que propiciam o contágio", disse o epidemiologista Malaquías López.

As infecções também atingiram um máximo, com média de 13.152 casos diários na última semana. Consequentemente, o sistema de saúde está saturado, especialmente na Cidade do México, com nove milhões de habitantes e onde até a quarta-feira haviam morrido 24.105 pessoas.

A ocupação hospitalar na capital chegou a 91%, segundo a secretaria de Saúde, com um total de 7.013 pacientes, dos quais 1.782 estão intubados. Por causa disso, o governo da cidade anunciou nesta quinta um plano de atendimento domiciliar a doentes que não precisem de internação, que inclui o fornecimento de oxigênio e monitoramento de especialistas dos setores público e privado.

A região metropolitana do Vale do México, que abrange a capital e onde vivem 23 milhões de pessoas, restringiu as atividades não essenciais em 18 de dezembro, ao ser declarado o alerta máximo sanitário.

Este nível de risco, conhecido como sinal vermelho, vigora em cinco dos 32 estados do país, dos quais 21 estão em sinal laranja, o segundo na escala.

O repique da pandemia ocorre enquanto avança a vacinação contra a Covid-19 no pessoal de saúde destinado ao atendimento de pacientes vítimas da doença.

Até a quarta-feira, receberam a primeira dose um total de 234.888 trabalhadores (0,18% da população). Em 2019, o México contava com 964.800 trabalhadores do setor da saúde.

Peru

Os casos diários de novas infecções por coronavírus no Peru triplicaram nas primeiras duas semanas de 2021, em meio a advertências do governo à população para evitar multidões e mitigar os efeitos de uma segunda onda de contaminação.

"De 1º de janeiro até agora, o número de casos (confirmados) triplicou", alertou o reitor da Faculdade de Medicina do Peru, Miguel Palacios, nesta quinta-feira (14) ao canal N de televisão.

O aumento das infecções ocorreu principalmente entre os dias 5 e 7 de janeiro e isso se deve ao fato de se tratarem de pessoas que contraíram o vírus durante as férias de Natal de 24 e 25 de dezembro.

De acordo com dados das autoridades de saúde, entre 1º e 2 de janeiro houve 900 novos casos confirmados de Covid-19 e entre os dias 12 e 13, o número disparou para 2.932 infecções.

O governo admitiu esta semana que o país passa por uma segunda onda e vai implementar uma série de medidas a partir desta sexta-feira para reforçar algumas restrições vigentes desde o início da pandemia, em março.

A confirmação de pelo menos um caso de infecção com a cepa britânica despertou o temor das autoridades de um novo surto. Uma possível quarentena não está descartada, mas não seria aplicada em nível nacional, como aconteceu em 2020 quando surgiu a pandemia, o que causou uma forte recessão econômica no país.

As novas medidas, que entrarão em vigor entre os dias 15 e 31 de janeiro, consistem também numa nova redução da capacidade dos estabelecimentos comerciais, proibição de ir às praias e imobilidade total aos domingos em algumas regiões do país.

O Peru registra pouco mais de um milhão de infecções e beira 39 mil mortes em 10 meses de pandemia.


AFP



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