Coronavírus

18/01/2021 | domtotal.com

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil começa nesta segunda-feira (18)

Ministro da Saúde adiantou o prazo para que as doses fossem entregues ainda hoje e aplicadas ao fim da tarde

Vacinação chega com atraso e aumentam as críticas à falta de planejamento do governo federal
Vacinação chega com atraso e aumentam as críticas à falta de planejamento do governo federal (AFP)

Atualizada às 10h45

Diversos governadores brasileiros reunidos na manhã desta segunda-feira (18), com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, entraram em um acordo para que a vacinação contra a Covid-19 tenha início no país já nesta segunda-feira às 17h. "Depois de ouvir os governadores, chegamos à decisão de que hoje ainda distribuiremos todas as vacinas aos estados, todas", afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

Os governadores participam de ato simbólico em Guarulhos (SP) para a distribuição das doses da Coronavac - imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan contra o novo coronavírus - do Ministério da Saúde aos estados. De acordo com informações do Ministério da Saúde, começou nesta manhã a distribuição de 4,6 milhões de doses da vacina. 

Os imunizantes estão no Departamento de Logística em Saúde, em São Paulo, e estão sendo transportados para cada um dos estados pela Força Aérea Brasileira (FAB) e por caminhões. 

Mais cedo, governadores haviam entrado em um acordo para que a vacinação tivesse início na terça-feira (19) às 14h, porém o ministro adiantou o prazo para que as doses fossem entregues ainda nesta segunda e aplicadas ao fim da tarde. Inicialmente, a largada para a vacinação nacional estava planejada pelo ministério para quarta-feira (20), às 10h.

Os governadores comemoram o início da imunização e o recebimento das doses para a distribuição nos estados. No Twitter, os líderes celebram o imunizante como "vitória da ciência" e garantem logística para dar início à campanha de vacinação o mais rápido possível.

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), afirmou que o secretário de Saúde do Estado, Carlos Eduardo Lula, já recebeu o primeiro lote de vacinas destinadas ao Maranhão e, "assim que elas chegarem, iniciaremos o transporte e entrega às prefeituras". Apesar de classificar o momento como uma "grande conquista", Dino faz um apelo à "viabilização urgente" dos imunizantes, "pois o número inicial é muito pequeno". Segundo ele, a alternativa mais viável é a fabricação dos imunizantes no Brasil, pelo Butantan e pela Fiocruz. "Foco deve ser esse agora" afirmou.

Diante da mudança, governadores foram obrigados a antecipar o calendário de vacinação. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, escreveu ser um "dia emocionante e decisivo na luta contra a pandemia" e afirmou que o Estado está "preparado para a chegada da vacina contra a covid-19". Segundo a publicação, Minas Gerais iniciará a distribuição e aplicação aos grupos prioritários "imediatamente".

A antecipação do calendário de imunização também foi noticiada pelos governadores Renato Casagrande (PSB-ES), Wellington Dias (PT-PI), Antonio Denarium (PSL-RR), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Camilo Santana (PT-CE). Também o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), publicou na rede social que "a primeira dose da vacina será aplicada hoje às 17h no Cristo Redentor".

O estado do Amazonas, que esteve no foco nos últimos dias pelo colapso do sistema de saúde na capital, Manaus, também mostrou-se pronto para iniciar a imunização. O governador Wilson Lima (PSC) ainda afirmou que o estado receberá, além das 256 mil doses preestabelecidas, 50 mil doses doadas pelo governo de São Paulo.

Um dos grandes problemas que cercou a corrida da vacinação no país foi a falta de seringas e agulhas para aplicação das doses. O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), acalmou a população e garantiu um estoque "de seringas com agulhas necessárias e a logística definida para agilizar a entrega das doses aos 139 municípios".

Críticas a Doria

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), não compareceu ao evento. O estado foi representado no evento pelo vice Rodrigo Garcia. No domingo, Doria participou de cerimônia para a aplicação da primeira dose da vacina no Brasil, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, o uso emergencial do imunizante.

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a inauguração promovida por Doria "é um gesto que coloca os governadores numa posição de segunda categoria". "Não tínhamos sequer vacinas no nosso estado", completou.

Durante o evento, Pazuello falou que "a lealdade federativa será mantida", em uma crítica ao Doria, e destacou que o Brasil é referência em vacinação "e continuará sendo". Além de Caiado, participaram do evento governadores de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, entre outros.

A Anvisa aprovou neste domingo o uso emergencial de 6 milhões de doses da vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Com a divisão das doses entre os estados, cerca de 1,3 milhão permanecem em São Paulo.

Segundo o ministério, a logística contará com aviões e caminhões preparados para a refrigeração dos imunizantes. Além dos aviões da FAB, aeronaves das companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass farão o transporte gratuito da vacina para as capitais brasileiras. Após a chegada dos imunizantes às capitais, a distribuição passa a ser feita por cada estado, com apoio do Ministério da Defesa.


Agência Estado



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