Brasil

21/01/2021 | domtotal.com

Bolsonaro cumprimenta Biden: 'excelente futuro para a parceria Brasil-EUA'

Em carta enviada, presidente do Brasil diz estar pronto para continuar parceria em prol da proteção do meio ambiente

Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil, depois da China
Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil, depois da China (Brendan Smialowski/afp)

O presidente Jair Bolsonaro, aliado ideológico do ex-presidente americano Donald Trump, cumprimentou nesta quarta-feira (20) o democrata Joe Biden por sua posse nos Estados Unidos. Em tom conciliador na carta enviada a Biden, Bolsonaro fala estar pronto para continuar parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente. 

"Para marcar essa data, enderecei carta ao Presidente dos EUA, Joe Biden, cumprimentando-o por sua posse e expondo minha visão de um excelente futuro para a parceria Brasil-EUA", diz na carta, divulgada na íntegra pelo presidente do Brasil no Twitter.

"Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado", diz Bolsonaro.

Antes de divulgar a carta, Bolsonaro escreveu: "Cumprimento Joe Biden como 46º Presidente dos EUA. A relação Brasil e Estados Unidos é longa, sólida e baseada em valores elevados, como a defesa da democracia e das liberdades individuais."

Ele afirmou que segue dedicado a trabalhar pelo desenvolvimentos das duas nações. "Sigo empenhado e pronto para trabalhar pela prosperidade de nossas nações e o bem-estar de nossos cidadãos. Para marcar essa data, enderecei carta ao Presidente dos EUA, Joe Biden, cumprimentando-o por sua posse e expondo minha visão de um excelente futuro para a parceria Brasil-EUA."

Bolsonaro afirma ainda na carta que o Brasil tem "interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais emprego e investimento e aumente a competitividade global de nossas empresas". Em sua mensagem, o presidente também disse que os dois países coincidem na defesa da democracia e segurança "atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região".

"Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente, de nossos cidadãos", disse Bolsonaro.

Sobre o combate à mudança climática, Bolsonaro propõe "aprofundar o diálogo na área energética" e "aumentar a cooperação na temática das energias limpas". O presidente citou que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris ao apresentar suas novas metas nacionais.

Bolsonaro reforçou ainda na carta a Biden sua posição por mudanças na estrutura de organizações econômicas internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC). "Na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização."

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão já havia se manifestado sobre a posse do novo presidente norte-americano e afirmou que as relações do Brasil com os EUA vão prosseguir independente da mudança no comando da Casa Branca.

"A relação Brasil e Estados Unidos é uma relação que vem desde o período da nossa independência, é uma relação de Estado para Estado e dessa maneira ela vai continuar", disse Mourão. "É um parceiro comercial importante, um parceiro tecnológico importante, e sempre colocando que o modelo democrático americano é um farol para o mundo ocidental. Dessa forma, ela (relação) vai prosseguir", acrescentou.

“Trump dos Trópicos”

Conhecido como 'Trump dos Trópicos', o presidente brasileiro fez eco das denúncias sem provas do republicano sobre fraudes nas eleições americanas e se negou, inclusive a criticar a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, por apoiadores do ex-presidente.

Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil, depois da China. Bolsonaro e Biden têm visões opostas sobre o aquecimento global e o meio ambiente.

Em um debate eleitoral com Trump no fim de setembro, Biden ameaçou o governo brasileiro com "consequências econômicas significativas" se não agisse contra o desmatamento na Amazônia.

Bolsonaro considerou a declaração "desastrosa e gratuita", considerando que ponha em risco a "convivência cordial" entre os dois países.

Dias depois da vitória de Biden, contra a qual Trump apresentou, em vão, vários recursos, o presidente perguntou com ironia se as eleições americanas haviam terminado e advertiu o democrata, sem nomeá-lo, que "quando acaba a saliva, tem que ter pólvora".


AFP/ Agência Estado



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