Religião

11/02/2021 | domtotal.com

Papa recebe manuscrito histórico salvo dos jihadistas no Iraque

Santa Sé fala num 'livro refugiado', como milhares de pessoas que fugiram do terror

Esta foto tirada e distribuída em 10 de fevereiro de 2021 pela mídia do Vaticano mostra um manuscrito restaurado do século 13 (Frente) que o papa levará ao Iraque durante sua próxima viagem entre 5 e 8 de março.
Esta foto tirada e distribuída em 10 de fevereiro de 2021 pela mídia do Vaticano mostra um manuscrito restaurado do século 13 (Frente) que o papa levará ao Iraque durante sua próxima viagem entre 5 e 8 de março. (Handout/AFP)

Um antigo manuscrito em aramaico, que corria o risco de ser destruído pelos jihadistas na cidade asiria de Qaraqosh, foi entregue na quarta-feira (10) ao papa Francisco depois de uma longa restauração, informou o Vaticano.

Sidra, o livro sagrado dos séculos 14-15, que se encontrava em péssimo estado de conservação, foi submetido a dez meses de restauração na Itália e será devolvido às autoridades religiosas de Qaraqosh pelo papa Francisco, durante sua viagem ao Iraque, programada para 5 a 8 de março.

Conhecida como Bajdida, ou também como Baghdeda, Qaraqosh, o Al-Hamdaniya, a cidade assíria, localizada no estado de Nínive, no norte do Iraque, se encontra a 51 km ao sudeste de Mosul.

A região de Nínive foi ocupada pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico entre 2014 e 2017 e a comunidade cristã dessa região foi obrigada a fugir sem poder voltar.

O manuscrito foi salvo da destruição por sacerdotes locais. Segundo nota do Vaticano, ele foi escondido da "fúria iconoclasta e anticristã" do autoproclamado Estado Islâmico. O texto em aramaico contém orações litúrgicas recitadas entre a festa da Páscoa e a da Santa Cruz, na comunidade siro-cristã da cidade.

Uma pequena delegação da Federação de Organizações Cristãs do Serviço de Voluntariado Internacional (Focsiv) e do  do Instituto Central de Arquivo e Patologia do Livro (ICPAL) entregou oficialmente o livro ao pontífice nesta quarta-feira.

"Para que retorne a sua Igreja nessa terra martirizada, como sinal de paz, de irmandade", pediram. A Santa Sé fala num livro "refugiado", como milhares de pessoas que escaparam da da guerra e das milícias jihadistas, denunciando um "genocídio cultural" durante a ocupação do Daesh.

O documento foi examinado por um laboratório especializado assim como por especialistas em idiomas e liturgia siríaca, uma vez que a tinta dos escritos estava muito danificada.

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AFP/Ecclesia/Dom Total



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