Ciência e Tecnologia

17/02/2021 | domtotal.com

Cientistas sequenciam DNA de mamute da Era do Gelo, com cerca de 1 milhão de anos

Análise foi feita a partir de fósseis de dentes do mamífero descobertos nos anos 1970

Ilustração da revista 'Nature', que representa mamutes
Ilustração da revista 'Nature', que representa mamutes (AFP)

O DNA mais antigo do mundo, com mais de 1 milhão de anos, foi recuperado nos dentes de mamutes enterrados no permafrost na Sibéria. As análises de três espécimes de mamute trazem luz sobre a Era do Gelo, quando os grandes mamíferos reinavam, e sobre a herança do mamute lanudo, cujos últimos espécimes desapareceram há 4 mil anos na Ilha Wrangel, na costa da Sibéria.

Os genomas decifrados superam em muito o DNA mais antigo sequenciado até agora, o de um cavalo que data de 500 mil a 700 mil anos de antiguidade. Neste caso, o DNA "é incrivelmente antigo". "As amostras são mil vezes mais antigas do que as dos restos viking, e até anteriores à existência de homens modernos e neandertais", entusiasma-se o professor Love Dalen do Centro de Paleontologia de Estocolmo, que supervisionou estudo publicado na revista Nature.

Os fósseis foram descobertos na década de 1970 na Sibéria, no permafrost, e preservados na Academia de Ciências, em Moscou. Os pesquisadores conseguiram datar os dentes (molares) comparando-os com os de outras espécies, como pequenos roedores, também encontrados nas mesmas camadas sedimentares.

As primeiras comparações sugeriram que dois grandes mamíferos eram mamutes das estepes, com mais de 1 milhão de anos. O "mais jovem" dos três espécimes, com cerca de 800 mil anos, era o mamute lanudo mais velho já descoberto.


AFP



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