Cultura

19/02/2021 | domtotal.com

Mudei tudo

O melhor mesmo é entender a sinalização, o movimento, a direção apontada para a transposição exigida para outra fase a ser vivida

No pão de açúcar de cada dia, dai-nos o Senhor a poesia de cada dia!
No pão de açúcar de cada dia, dai-nos o Senhor a poesia de cada dia! (Alexandre Macieira/Divulgação)

Eleonora Santa Rosa*

Chega um determinado momento na vida, que o desejo de mudança se processa com tal força e vigor que não é possível evitá-lo ou contraditá-lo. O melhor mesmo, então, é entender a sinalização, o movimento, a direção apontada para a transposição exigida para outra fase a ser vivida em novos tons e paisagens humanas e territoriais.

Toda saída é doída em alguma dimensão, mas enseja a possibilidade de renovação e reinvenção, com múltiplas possibilidades de expansão e descobertas.

Não há nada que seja para sempre, não há nada que impeça a remoção situações de estagnação, da rotina de tédio e exaustão em cenário de desestimulo pessoal, intelectual e profissional.

Mover, mover-se, preparar-se para o salto com a crença afiada na maturidade conquistada em testes contínuos de adição, subtração, multiplicação e compartição de experiências ora dóceis ora duras, bem duras, que mostram o tamanho da pequenez e da grandeza de pessoas e pessoas.

Óbvio ululante para muitos, por certo, mas situação obnubilada para tantos outros, de fato. Portanto, cada qual que reme ao seu modo, que escale com sua possibilidade, que  alce voo como for possível.

Idade não é documento nem tormento de paralisia e espera da Indesejada das gentes. Viver até o último suspiro, sentir a própria pele recuperando o brilho, tez firme do destino que se abre em leque e composição, a surpresa do novo lastreada na sabedoria garimpada em décadas, delicada e sensível, como o extraordinário verso do poeta, dos meus cabelos a asa (arco) os anos (íris) (castanhos) embranquecerão: o coração não".

No pão de açúcar de cada dia, dai-nos o Senhor a poesia de cada dia!

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1) Augusto de Campos, verso extraído de Viventes e Vampiros.

2) Haroldo de Campos, verso extraído de Opúsculo Goetheano 2.

3) Oswald de Andrade, poema Escapulário.

*Jornalista

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