Religião

20/02/2021 | domtotal.com

Com déficit em razão da pandemia, orçamento do Vaticano para 2021 é aprovado

É a primeira vez que o orçamento é anunciado oficialmente, com o objetivo de dar mais transparência às finanças do Vaticano

Praça de São Pedro, no Vaticano
Praça de São Pedro, no Vaticano (Felippo Monteforte / AFP)

O papa Francisco aprovou o orçamento provisório de 2021 para os quase sessenta departamentos da Cúria Romana (governo central), que prevê um déficit líquido de 49,7 milhões de euros devido à pandemia. O anúncio foi feito nessa sexta-feira (19) pelo Ministério da Economia em nota à imprensa.

É a primeira vez que o orçamento é anunciado oficialmente, com o objetivo de dar mais transparência às finanças do Vaticano.

A Santa Sé aposta em 260 milhões de euros (US$ 315 milhões) de receitas e 310 milhões de euros (US$ 375 milhões) de despesas em 2021, um déficit que será compensado com as suas "reservas" financeiras. As últimas contas divulgadas pelo Vaticano foram em 2015.

Para este ano, a hierarquia da Igreja Católica decidiu uma série de poupanças, com exceção das despesas pessoais, de 14% (24 milhões de euros - US$ 29 milhões) face a 2019.

O orçamento de 2021 da Cúria Romana incluirá o chamado "Denário de São Pedro", a arrecadação mundial anual de doações ao papa, bem como as doações destinadas a fins específicos.

De acordo com um alto funcionário do Vaticano, que pôde consultar as contas de 2020 e comentá-las à reportagem, o buraco para aquele ano foi "da ordem de 90 milhões de euros (cerca de US$110 milhões)".

A Santa Sé teve que utilizar suas reservas financeiras, que estavam bem supridas para poder sustentar "vários anos" em caso de necessidade. Com isso, compensou uma queda da ordem de "20 a 25%" em suas receitas em 2020, que provavelmente se repetirá em 2021, segundo a mesma fonte vaticana.

O "Denário de São Pedro" registou um decréscimo de cerca de 25% (tinha arrecadado 53 milhões de euros, cerca de US$ 64 milhões em 2019). Grandes doações de dioceses ou instituições também registraram quedas semelhantes.

O Vaticano, dono de inúmeros imóveis, especialmente em Roma, decidiu apoiar empresas em dificuldade com uma redução nas rendas comerciais de 2,6 e 2,9 milhões de euros respectivamente (US$ 3,1 e US$ 3,5 milhões).


AFP/Dom Total



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