Economia

01/03/2021 | domtotal.com

Petrobras reajusta preço dos combustíveis pela 5ª vez no ano e alta chega a 34%

Gasolina está 41,6% mais cara em relação a dezembro, gás de cozinha sobe 17%

Apesar da troca de comando na Petrobras, estatal ajusta preços de acordo com valores internacionais
Apesar da troca de comando na Petrobras, estatal ajusta preços de acordo com valores internacionais (Marcelo Camargo/ABr)

A Petrobras anunciou o segundo aumento no preço dos combustíveis em duas semanas - o quinto do ano-, e o primeiro após a demissão anunciada do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O executivo foi demitido em uma rede social pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após ser acusado de praticar aumentos excessivos dos combustíveis. A expectativa é que Castello Branco deixe o cargo em 20 de março, quando termina seu mandato.

Desta vez, a estatal elevou o preço da gasolina em 4,8%, o diesel em 5%, e o gás de cozinha em 5,2%, aumentos que passam a valer a partir de terça-feira (2) nas refinarias da estatal. No último aumento, em 19 de fevereiro, o diesel subiu 15% e a gasolina 10%. O novo aumento eleva a alta acumulada no ano para 33,9% no caso do diesel; 41,6% na gasolina e 17,1% no gás de cozinha.

De acordo com o analista da StoneX, Thadeu Silva, o aumento que começa a ser praticado na terça-feira elimina uma defasagem que ainda existia nos preços praticados no Brasil em relação ao mercado internacional. "Agora o preço está totalmente alinhado com o mercado internacional, deixa uma janela aberta para as importações. O que falta agora é uma declaração do governo como fica a política de preço com a saída de Castello Branco", disse Silva.

"Importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis", destaca nota divulgada pela empresa.

Bolsonaro anunciou que ia zerar os impostos federais (PIS/Pasep/Confins) sobre o diesel e o gás de cozinha a partir desta segunda (1º), para amenizar o impacto dos reajustes de preços feitos pela estatal, mas, até o momento nenhuma medida nesse sentido foi anunciada. Mesmo se tivesse zerado os impostos para o diesel por dois meses, e para o gás de cozinha indefinidamente como havia proposto Bolsonaro, o novo aumento anularia qualquer efeito para o consumidor nos postos de abastecimento.

As distribuidoras já haviam inclusive informado à revenda (postos) que não iriam repassar a queda do tributo, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili.

A alta dos combustíveis foi o estopim para a demissão do atual presidente da Petrobras, que assim como seu antecessor, pratica a política de paridade com os preços internacionais (PPI), que acompanha a cotação do petróleo e seus derivados no mercado global. Depois de ter chegado a custar US$ 20 o barril no auge da pandemia no ano passado (abril/maio), a commodity do tipo Brent hoje é negociada a mais de US$ 60 o barril, e vem dando sinais de continuidade de alta impulsionada pelo otimismo, principalmente em relação à economia norte-americana.

A partir da terça-feira, o litro da gasolina estará R$ 0,12 mais caro nas refinarias, subindo para R$ 2,60 o litro, alta de 4,8% em relação ao preço anterior. Já o diesel terá reajuste de R$ 0 13 por litro, para R$ 2,71, um aumento de 5% contra o último preço praticado pela estatal. O gás de cozinha também terá aumento de 5%, para um preço médio da ordem da R$ 39,69 o botijão de 13 quilos.


Agência Estado/Agência Brasil/Dom Total



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