Religião

02/03/2021 | domtotal.com

Liberadas as estudantes sequestradas na Nigéria pelas quais o papa rezou no Ângelus

Sequestro foi operado por grupo jihadista ligado ao Isis

Liberadas as estudantes sequestradas na Nigéria
Liberadas as estudantes sequestradas na Nigéria (Vatican News)

Foram liberadas as estudantes sequestradas na sexta-feira no colégio de Jangebe, no noroeste da Nigéria. Elas se encontram atualmente nos escritórios do governo no estado de Zamfara, de acordo com o que anunciou o governador Matawalle. O número total de meninas sequestradas, afirmou, é de 279 (e não 317 como fora anunciado) e todas elas estão bem.

No dia 28 de fevereiro o papa havia rezado pelas estudantes que foram sequestradas por homens armados, na noite de quinta para sexta-feira, em Zamfara. "Uno a minha voz à dos bispos da Nigéria, para condenar o vil sequestro de 317 meninas, tiradas da sua escola", disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

Francisco convidou os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro a rezar com ele uma Ave-Maria, pedindo a proteção de Nossa Senhora para as vítimas. "Rezemos por estas meninas, para que possam regressar em breve a casa. Estou próximo das suas famílias e delas", declarou.

Dezenas de homens armados invadiram os dormitórios de uma escola feminina no noroeste da Nigéria e mais de 300 alunas foram dadas como desaparecidas; esta é uma situação que se tem repetido nos últimos anos, por causa da ação violenta de grupos armados. António Guterres, o secretário-geral das Nações Unidas, condenou "nos termos mais fortes" este sequestro, através do seu porta-voz. "As escolas devem ser sempre um lugar seguro para aprender sem medo da violência", afirmou Stéphane Dujarric, em conferência de imprensa.

Na noite desta segunda-feira (1) os jihadistas do Iswap, grupo terrorista ligado ao Isis no nordeste da Nigéria, lançaram um ataque em duas frentes na cidade de Dikwa, invadindo uma base das Nações Unidas com cerca de 25 trabalhadores humanitários que se refugiaram em um bunker, e atacando um campo militar. Foi o que disseram um oficial do exército e uma fonte humanitária sob condição de anonimato. Este último também disse que "a base humanitária foi incendiada por combatentes, mas até agora nenhum funcionário foi atingido" e que para repelir os jihadistas foram enviados a Dikwa reforços militares da cidade de Marte, que se encontra a 40 quilômetros de distância.


Ecclesia/ Vatican News/ Dom Total



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