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09/03/2021 | domtotal.com

Entre Paris, Copenhague e Brasília

É preciso combater os radicalismos sem cair em xenofobia ou isolacionismo

Bandeiras da França, da Dinamarca e do Brasil
Bandeiras da França, da Dinamarca e do Brasil (Unsplash/Sophie Louisnard/Jakob Pfalz/Who's Denilo ?)

Lev Chaim*

O governo francês do presidente Macron colocou um ponto final no movimento da extrema-direita francesa, G1 (Génération Identitaire), com 2.800 membros, que segundo a presidência francesa, trata-se um movimento paramilitar, com ligações com o partido da Frente Nacional, dirigido pela política da extrema-direita, Marine Le Pen.

Mas o governo não parou por aí. A ministra francesa para Estudos Universitários, Fréderique Vidal, quer agora ter mais controle nas atividades políticas dentro das universidades e evitar o radicalismo, tanto de direita como de esquerda, como também o radicalismo islâmico. O reitor da universidade Sorbonne, Jean Chambaz, disse que se trata de uma medida visando as próximas eleições presidenciais francesas.

Com eleições ou sem eleições, o povo francês em geral, como também os europeus, estão contentes com essas medidas do governo de Macron, pois esses radicais se comportam como se fossem os donos do país. Nos últimos anos, várias igrejas católicas sofreram atentados de radicais, como também escolas judias e sinagogas. Com essas medidas, Macron dá um basta ao radicalismo de esquerda e direita no país, como também manda um recado claro aos radicais islâmicos de que eles estão em território francês e não em seus países de origem. Ou seja: aprendam a língua, comportem-se conforme as leis francesas e exercitem a sua cultura em suas próprias igrejas e residências, e não em cima de outros cidadãos franceses. Nos últimos anos, vários rumores dos campos do islamismo radical francês, através de mensagens, diziam que eles queriam transformar a França num país muçulmano. 

Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, está marchando para um outro lado radical perigoso e totalmente discriminatório ao anunciar as novas medidas e tendências de seu governo para os próximos anos, conforme pode se constatar, numa reportagem para o Instituto Gatestone, feita por Soeren Kern, colaborador sênior deste instituto sediado em Nova Iorque. As palavras da primeira-ministra dinamarquesa: "Nosso objetivo é zero candidatos a asilo político. Mas, não podemos prometer zero candidatos a asilo, mas podemos estabelecer a visão de um novo sistema de imigração e, a partir daí, fazermos o que estiver ao nosso alcance para implementá-lo. Temos que ter o cuidado para que não venham muitas pessoas ao nosso país, caso contrário, nossa coesão social não terá condições de existir. Ela já está sendo questionada".

Em seu último discurso como vice-presidente do partido liberal dinamarquês, Stojberg, disse concordar com a primeira-ministra: "O Partido Liberal tem a obrigação de apresentar uma política externa clara, plausível e rigorosa. Não apenas palavras, mas ações. Ela demanda que não recuemos porque a esquerda e todos aqueles com atitudes politicamente corretas estão incomodados. Não podemos esquecer nem por uma fração de segundo que todos os dias estamos em luta de valores".

Com isto em mente, muitos de nós questionamos essas medidas da Dinamarca como premeditadamente racistas e isolacionistas. Como pode-se negar ajuda a refugiados, quando você faz parte de uma Comunidade Internacional e assinou um acordo de proteção a refugiados políticos e tudo mais? No meu ver, a Dinamarca pulou a cerca do bom senso e parece fazer crer aos seus cidadãos, que eles vivem isolados do mundo. Que eles, aliás, nem vivem neste mesmo planeta e desconsideram o fato de que a própria princesa herdeira da Dinamarca, casado com o príncipe herdeiro, é uma estrangeira, como também a outra casada com o príncipe Joaquim, o segundo herdeiro ao trono da Dinamarca, também é estrangeira.

As medidas de Macron para a França são compreensíveis já que os milhares de estrangeiros, principalmente muçulmanos, que vivem lá, até agora, não foram importunados pelo governo, mas sim, se radicalizaram e ameaçam a cultura do país, tentando impor os seus costumes ao restante majoritário dos franceses. As medidas de Macron significam uma coisa perfeitamente compreensível: "Vocês vivem na França, têm que falar a língua do país e viver conforme as normas da nação, feitas para toda a população do território francês". E aí eu acrescento: querem ir rezar nas mesquitas? Vão! Mas não saiam dali com ideias radicais de queimar igrejas católicas ou sinagogas, pois as autoridades não irão mais aceitar esses atos terroristas.  

E indo agora para Brasília, eu daria um conselho ao ministério da educação brasileiro, para que preste atenção nas medidas francesas de combate ao radicalismo de esquerda e da extrema-direita dentro das universidades francesas. Nos últimos governos petistas, as universidades brasileiras públicas, principalmente as federais, se preocuparam mais em radicalizar seus estudantes, apoiando falsas ideias socialistas e se esqueceram do mais importante: que esses estudantes estão ali para aprenderem uma profissão, ficarem com mais informações de caráter intelectual e não para serem cobaias de apoio à partidos ditos de 'esquerda', como o PT, por exemplo, mas que na verdade não passam de partidos ditatoriais, que visam angariar fundos para seus dirigentes e amigos da patota. Isto nunca foi esquerda. A faixa de esquerda está na testa, mas não nas atitudes, onde fazer tudo pelo povo, para a sua educação e a melhoria de condições para esse mesmo povo, não existiram na realidade. Eram farsas. PT e outros partidos são corruptos e visam o enriquecimento de seus membros e nada mais.

Já o presidente Bolsonaro, segundo creio eu, está sendo vítima de várias avalanches de críticas e medidas para a contenção de seu governo a todo custo. Não se vê corrupção por parte do presidente, mas esses antigos partidos governantes do Brasil, acostumados a roubar o dinheiro da nação, durante todos esses anos de poder, não querem largar as tetas do governo e fazem uma oposição intermitente contra Bolsonaro. O mundo necessita descobrir este aspecto da política brasileira, para poder entender melhor o atual presidente da república, Jair Bolsonaro. Vocês não acham? Eu penso sim, que ele deveria ficar mais calado, mas ele não é corrupto.

Como meu irmão José Reynaldo sempre cita uma frase de seu filósofo favorito, Teilhard de Chardin, "conhecimento, se não compartilhado, não tem valor".  

*Lev Chaim é jornalista, colunista, publicista da FalaBrasil e trabalhou mais de 20 anos para a Radio Internacional da Holanda, país onde mora até hoje. Ele escreve todas as terças-feiras, para o Domtotal.

O texto reflete a opinião pessoal do autor, não necessariamente do Dom Total. O autor assume integral e exclusivamente responsabilidade pela sua opinião.



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