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11/03/2021 | domtotal.com

Messi e Cristiano Ronaldo caem nas oitavas da Liga dos Campeões após 16 anos

Eliminações reforçam que craques estão em baixa após anos de soberania

Craques estão fora da competição mais importante a Europa
Craques estão fora da competição mais importante a Europa (AFP)

Messi e Cristiano Ronaldo dividiram por mais de uma década os títulos de melhor jogador do mundo. O vencedor sempre contou com o desempenho na Liga dos Campeões para deixar o outro para trás na disputa pelo troféu. E sempre foram longe na competição. Desta vez, porém, ficaram pelo caminho. Ambos foram eliminados nas oitavas de final. O português na terça-feira (9), com a Juventus O argentino nesta quarta (10), com o Barcelona.

É a primeira vez desde a temporada 2004/2005 que os dois saem da Liga dos Campeões antes das quartas de final. Desde então, um deles, pelo menos, alcançava esta fase. Cristiano pelo Manchester United (1 título), depois pelo Real Madrid (4 títulos) e ultimamente pela Juventus. Messi pelo Barcelona (4 títulos).

O detalhe é que a eliminação nas oitavas pode ter significado a última partida de ambos por suas atuais equipes em uma Liga dos Campeões. Messi já disse desejar sair do Barcelona. Cristiano Ronaldo já não é mais tão desejado pela Juventus.

Em relação a seu principal concorrente ao longo de toda a carreira, Messi foi o último a cair. Saiu da Liga dos Campeões nesta quarta, no empate por 1 a 1 do Barcelona com o Paris Saint-Germain, no Parque dos Príncipes. A missão era mesmo difícil, depois da goleada que o Barcelona levara no Camp Nou, por 4 a 1.

O argentino até tentou. Fez um golaço, deu ótimos passes para Dembelé e Griezmann, que se atrapalharam na finalização. Mas perdeu um pênalti, que bateu muito mal, e dessa vez não conseguiu salvar o Barcelona.

A dúvida que fica agora é que Messi ainda estará no clube catalão na próxima edição da Liga dos Campeões. Seu contrato termina em 30 de junho e ele poderá ir para onde quiser. O craque, aliás, deixou claro no ano passado que queria deixar o Barcelona, e só não o fez para não ter de brigar com o clube que o formou.

Desde então, muita coisa mudou. O antigo presidente, Josep Maria Bartomeu, renunciou ao cargo em meio a um escândalo e a uma crise financeira sem precedentes do clube, e o mandatário que acaba de ser eleito, Joan Laporta, é amigo de Messi. O jogador deu demonstração de gostar do clube ao ir às urnas na votação de domingo passado.

Laporta diz ter certeza de que vai convencer Messi a ficar. O argentino não toca no assunto, mas em campo tem se mostrado mais animado, algo que não ocorria no início da temporada. É esse sinal que faz o técnico Koeman confiar na permanência do argentino.

"Leo está vendo que a equipe pode fazer mais. Há jovens com muita qualidade e com grande futuro, ele que não tenha dúvidas sobre o futuro desta equipe", disse, após o jogo contra o PSG, ao ser questionado sobre a situação do craque.

Em baixa

Se no Barcelona todos querem que Messi fique, na Juventus muita gente quer que Cristiano Ronaldo saia. E tem quem não esconda isso, porque o português não se mostrou até agora ter sido uma boa relação custo-benefício. Apesar dos títulos que a Juventus ganhou em solo italiano, o que já fazia antes de CR7 chegar, em nível europeu o time não evoluiu com ele.

Além disso, a Juventus não anda bem das finanças e Cristiano, muito criticado pelas fracas atuações nas duas partidas contra o Porto - eliminou na terça-feira os italianos nos pênaltis -, recebe cerca de 31 milhões de euros (R$ 214 milhões) por ano e isso é um enorme peso para um clube que teve prejuízo de R$ 760 milhões só na primeira metade da atual temporada.

Por isso, questionado sobre a continuidade do atacante no clube, o diretor de futebol Fabio Paratici desconversou. "Ainda há um ano de contrato. A renovação de Cristiano não é uma pauta imediata na nossa agenda. Ainda há tempo para conversar sobre isso", declarou em entrevista à TV italiana Sky Sport.

Paratici foi gentil, se comparado com o ex-presidente da Juventus, Giovanni Cobolli (2006 a 2009), que foi curto é grosso "Contratar Ronaldo foi um erro absoluto. Falo isso desde o primeiro dia. É um grande jogador, um campeão, mas demasiado caro. Agora, está tudo nas mãos da Juventus, que lhe tem pago um milhão de euros por gol que marca", afirmou.


Agência Estado



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