Religião

26/03/2021 | domtotal.com

Pandemia obriga o papa a celebrar mais uma Semana Santa sem multidões

No Domingo de Páscoa, 4 de abril, o papa dará a tradicional bênção Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo), da Basílica de São Pedro. Nela, envia uma mensagem aos católicos e percorre os conflitos que castigam o mundo

Um momento da Via Sacra do Papa no átrio de São Pedro, em 2020
Um momento da Via Sacra do Papa no átrio de São Pedro, em 2020 Foto (Vatican Media)
Papa Francisco fala em audiência privada, na biblioteca do palácio Apostólico, em 24 de março de 2021, no Vaticano
Papa Francisco fala em audiência privada, na biblioteca do palácio Apostólico, em 24 de março de 2021, no Vaticano Foto (AFP)

O papa Francisco se prepara para celebrar no Vaticano, pelo segundo ano, uma Semana Santa especial por causa da pandemia e sem multidões de fiéis, em meio à terceira onda de coronavírus.

Um dos momentos mais importantes da tradição católica, que remete à crucificação de Jesus, acontecerá sem o tradicional lava-pés na Quinta-feira Santa e sem a Via Crúcis precedida pelo pontífice em torno do Coliseu romano.

Pelo segundo ano consecutivo, devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia na Itália, todos os atos da Semana Santa serão celebrados dentro dos muros vaticanos.

Conforme o programa divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Vaticano, as cerimônias litúrgicas vão acontecer "com uma presença limitada dos fiéis", em respeito às medidas sanitárias previstas.

O pontífice celebrará os ritos da Semana Santa no chamado altar da cátedra dentro da Basílica de São Pedro e, na Sexta-feira Santa, 2 de abril, presidirá a Via Crúcis da Praça de São Pedro, como no ano passado.

A imagem extraordinária e solitária de Francisco no meio da praça vazia foi o emblema, no ano passado, da tragédia mundial, à qual o líder de 1,3 bilhão de católicos se referiu como a "hora mais obscura". A seu momento, também lançou uma mensagem de esperança, na qual comparou os tempos atuais com aqueles vividos pelos seguidores de Jesus depois de terem-no crucificado.

Este ano, como informou o diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, as meditações da Sexta-feira Santa foram escritas por um grupo de crianças escoteiras de Úmbria (região central do país) e da paróquia romana dos Santos Mártires de Uganda.

Celebrações

A série de compromissos anunciados tem início com a Missa do Domingo de Ramos, marcada para às 10h30 (5h30 hora de Brasília) no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro. 

A Missa do Crisma na quinta-feira (1º), às 10 horas (5h no Brasil), também será no altar da Cátedra, presidida pelo papa, cuja presença não está prevista para às 18 horas (13h de Brasília) para a celebração in Coena Domini (Missa do Lava-pés) que será presidida pelo cardeal decano do Colégio cardinalício, Giovanni Battista Re.

Via Sacra no átrio da Basílica

Os outros dois compromissos de Francisco para a Sexta-feira Santa estão programados para às 18h (13h no Brasil) com a celebração da Paixão na Basílica de São Pedro e três horas depois, às 21h (16h no Brasil), a Via Sacra, em mundo-visão, mais uma vez privada do cenário do Coliseu, mas montada sobre o átrio da Basílica vaticana. 

Segundo um comunicado do diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni, a preparação das meditações foi confiada ao Grupo Escoteiro Agesci "Foligno I" (da Úmbria) e à paróquia romana dos Santos Mártires de Uganda. Especiais serão as imagens que acompanharão as diversas Estações: os desenhos foram feitos por crianças e jovens da Casa Família "Mater Divini Amoris" e da Casa Família "Tetto Casal Fattoria", ambas de Roma: a primeira dirigida pelas Filhas de Nossa Senhora do Divino Amor, a segunda fundada por uma associação de voluntários.

Às 19h30 (14h30) do Sábado Santo (3), o papa retorna ao altar da Cátedra para a Mãe de todas as vigílias. Depois, no domingo às 10h (5h no Brasil), na Basílica vaticana, será celebrada a Missa da Páscoa. 

Na conclusão da Santa Missa, a tradicional Mensagem e Bênção Urbi et Orbi. No dia seguinte, Lunedì dell’Angelus, (Segunda-feira do Angelus - 7h Brasília), a primeira recitação do Regina Coeli na Biblioteca do Palácio Apostólico.


AFP/Vatican News/Dom Total



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