Religião

31/03/2021 | domtotal.com

Sínodo da Igreja da América Latina já tem plano e documentos preparatórios

Caminho sinodal terá equipes coordenadoras com número igual de homens e mulheres

Papa Francisco em Puerto Maldonado, no Peru, em 2018 como povos indígenas
Papa Francisco em Puerto Maldonado, no Peru, em 2018 como povos indígenas (Vatican News)

Avança a Assembleia Eclesial para a América Latina e Caribe, com a elaboração e distribuição dos documentos preparatórios a constituição de instâncias coordenadoras em cada país da região.

O processo sinodal, anunciado em 24 de janeiro último, terá o ponto alto na cidade do México, em finais de novembro deste ano, sob o lema "Somos todos discípulos missionários em saída".

No final da semana passada, os secretários gerais das conferências episcopais da região receberam os instrumentos preparatórios, que guiarão as atividades preparatórias a iniciar em abril, coordenadas por equipes em cada país, que vão permitir "ouvir o povo de Deus", estimulando a "participação de todos".

No encontro com os secretários gerais dos bispos, os responsáveis do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) sugeriram que as equipes de coordenação sejam paritárias, isto é, "compostas por igual número de rapazes e moças, religiosos e religiosas, leigos e leigas, cujas opiniões e decisões terão o mesmo nível e valor que as do clero (diáconos, padres ou bispos)".

O processo de escuta das bases e das diferentes estruturas será acompanhado por um documento de fundo, elaborado por uma comissão de especialistas, intitulado Documento do caminho; um guia metodológico, em versão expandida e versão popular; e uma plataforma que reunirá e sistematizará as informações. Será aberta a possibilidade de criação de fóruns de discussão temáticos, entre outros. Deste processo surgirá um documento de trabalho que será a base para o processo de decisão da assembleia, em novembro.

Num vídeo dirigido ao arcebispo de Trujillo e presidente do Celam, Miguel Cabrejos Vidarte, o papa explicitou dois critérios que devem ser seguidos em todo o percurso sinodal:

"Gostaria de lhes dar dois critérios para os acompanhar neste tempo, um tempo que abre novos horizontes de esperança para nós. Primeiro, junto do povo de Deus: que esta assembleia não seja uma elite separada do santo povo fiel de Deus. Junto do povo: não se esqueçam, somos todos parte do povo de Deus, somos todos parte dele. Que o povo de Deus que é infalível "in credendo", como nos diz o Concílio, é o que nos dá a pertença. Fora do povo de Deus surgem as elites, as elites iluminadas por uma ideologia ou outra, e isso não é a Igreja. A Igreja acontece no partir do pão, a Igreja acontece com todos, sem exclusão. Uma assembleia eclesial é o sinal de uma Igreja sem exclusão. E a outra coisa a ter em conta é a oração. No meio de nós. Está o Senhor. Que o Senhor se faça ouvir, daí o nosso pedido de que Ele esteja conosco".

Mauricio López, coordenador da Comissão de Escuta desta Assembleia, citado pelo site especializado em assuntos socio-religiosos Kayros, disse recentemente que se pretende "promover a aproximação com vozes que habitualmente têm sido excluídas ou não tiveram acesso , e que só é possível na capilaridade eclesial da proximidade encarnada pelas tão diversas presenças" dos participantes.


Sete Margens



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