Coronavírus

06/04/2021 | domtotal.com

Secretário de Saúde prevê 'muitos óbitos no mês de abril' em Minas e critica falta de gestão nacional

Fábio Baccheretti também criticou a falta de liderança do governo Bolsonaro

'A gente ainda vai ter o mês de abril muito duro'
'A gente ainda vai ter o mês de abril muito duro' (Gil Leonardi/Agência Minas)

O número de mortes por Covid-19 em Minas Gerais no mês de abril ainda será duro para os mineiros. O alerta é do secretário estadual de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti. De acordo com ele, os impactos das medidas restritivas devem começar a refletir na quantidade de óbitos em maio.

"As mortes ainda demoram um pouco a cair de forma mais incisiva, porque o paciente demora cerca de 15 dias na permanência hospitalar. Então, todo mundo que entra hoje no hospital vai demorar cerca de 15 dias para evoluir a óbito ou para ter alta. Então, a gente ainda vai ter o mês de abril muito duro. Acredito que em maio a gente consiga ter uma queda mais significativas dos óbitos, mas vamos ainda variar com muitos óbitos no mês de abril inteiro", disse em entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (6).

Minas Gerais registrou 25.795 mortes em decorrência da Covid-19 desde o início da pandemia, além de 1.169.489 de infecções. O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgado nesta terça-feira aponta 82 óbitos nas últimas 24 horas.

Baccheretti criticou também a falta de coordenação nacional no combate à pandemia e também o discurso do governo federal, que tem no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um negacionista.

“Sem dúvida nenhuma, o discurso do governo federal em relação a não coordenar a pandemia, a não ter um discurso homogêneo, afetou todo o país em relação ao isolamento. De um ano para cá, nosso isolamento é a metade: beirava 30% há alguns dias, antes da Onda Roxa, e há um ano era de cerca de 65%. É muito importante essa coordenação, essa fala única”, avaliou o secretário.

Igrejas

O titular da pasta se posicionou ainda sobre a decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou realização de celebrações com a presença de fiéis em igrejas de BH

“O estado de Minas Gerais, desde o início, não tratou os cultos de forma proibitiva, exatamente pelo critério constitucional. No entanto, meu papel como secretário de Saúde é tentar, ao máximo, convencer a população de que não é o caminho qualquer tipo de aglomeração. Ou seja, recomendo não ir a cultos, não ir a missas”, destacou.


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