Coronavírus

06/04/2021 | domtotal.com

Brasil registra mais de 4 mil mortes por Covid-19 em 24h, recorde na pandemia

Números desta terça-feira (6) confirmam previsões de infectologistas e cientistas

Parentes de vítimas da Covid-19 acompanham sepultamento em Manaus
Parentes de vítimas da Covid-19 acompanham sepultamento em Manaus (Michael Dantas/AFP)

O Brasil superou nesta terça-feira (6) a marca negativa de 4 mil mortes registradas em 24 horas em decorrência da Covid-19: foram 4.195 óbitos, conforme apuração do Conselho Nacional de Secretários da Saúde. Até hoje, apenas dois países registraram mais de 4 mil mortes em um dia: Estados Unidos, em janeiro deste ano, e Peru, em agosto de 2020, após a revisão de dados.

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Ao todo,  a Covid-19 já tirou a vida de 336.947 brasileiros. Os números desta terça-feira (6) confirmam previsões de infectologistas e cientistas sobre o agravamento da pandemia no país neste ano. Desde março, o Brasil é o país com mais óbitos diários por Covid-19 no mundo. A segunda posição é dos Estados Unidos, que confirmaram 515 mortes nessa segunda-feira (5).

O cenário para a sequência do mês de abril é de mais óbitos. O número de infectados também não para de subir: foram 86.979 casos nas últimas 24 horas, totalizando 13.100.580.

562 mil mortes

Uma projeção feita pela Universidade de Washington, dos Estados Unidos, aponta que, até 1º de julho, o Brasil pode alcançar a marca de 562,8 mil mortes em decorrência da Covid-19.

Até hoje, a pandemia já provocou 330,2 mil óbitos no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Caso a projeção se confirme, será uma alta de 70,4% em pouco menos de três meses.

O estudo, feito pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), ligado à universidade, prevê três cenários. O número de 562,8 mil mortes refere-se ao cenário mais provável, no qual vacinas são distribuídas sem atrasos, governos determinam novas medidas restritivas com duração de seis semanas toda vez que o número de mortes diárias ultrapassar 8 casos por milhão de habitantes (hoje, esse índice chega a 13), vacinados deixam de usar máscaras somente três meses após a segunda dose, entre outras variáveis.

Em um cenário mais positivo, que considera os mesmos pontos do anterior, mas com a diferença de que 95% da população estaria usando máscaras, o número de óbitos estimado cai para 507,7 mil, o que ainda representaria um salto expressivo de 53,7% no número de vítimas, mas também 55 mil vidas salvas pelo simples uso da proteção fácil. A mudança de comportamento, porém, não deverá ser fácil já que a estimativa do IHME é de que, hoje, somente 69% dos brasileiros usem máscara sempre que saem de casa.

Já no pior cenário, no qual variantes mais transmissíveis se espalham por locais sem registro de novas cepas e pessoas vacinadas deixam de usar máscaras apenas um mês após a segunda dose e aumentam sua mobilidade a níveis pré-pandemia, o número de mortes estimado é de 597,7 mil.

Os pesquisadores do IHME estimam ainda que o pico de mortes diárias do Brasil deve ocorrer em 24 de abril, quando o país pode alcançar 3.930 óbitos. De acordo com o instituto, só a partir daí os números começariam a baixar, mas, pela projeção do cenário mais provável, ainda continuariam acima de mil em julho. O modelo do IHME é o que tem embasado as políticas de saúde da Casa Branca.


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