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14/04/2021 | domtotal.com

Justiça argentina suspende ação por fraude contra Cristina Kirchner

A causa havia sido promovida em outubro de 2015 por dois líderes da oposição após o primeiro turno das eleições presidenciais que foram depois definidas com a vitória de Mauricio Macri

Cristina Kirchner é ainda alvo de outros oito processos por suposta corrupção durante seus dois mandatos como presidente (2007-2015)
Cristina Kirchner é ainda alvo de outros oito processos por suposta corrupção durante seus dois mandatos como presidente (2007-2015) Foto (AFP)
(Arquivo) A vice-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner participa de sessão virtual do Senado, em 4 de dezembro de 2020, na sede do Congresso, em Buenos Aires
(Arquivo) A vice-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner participa de sessão virtual do Senado, em 4 de dezembro de 2020, na sede do Congresso, em Buenos Aires Foto (Juan Mabromata/AFP)

A justiça argentina suspendeu nessa terça-feira (13) uma ação contra a vice-presidente Cristina Kirchner e os demais réus do caso conhecido como "Dólar futuro", no qual foram acusados de cometer fraude por meio de contratos de compra de moeda no final de seu mandato presidencial, em 2015.

A Câmara de Cassação determinou por unanimidade a inexistência do crime e, portanto, considerou desnecessária a realização de um julgamento oral contra Kirchner e outros ex-funcionários, de acordo com a decisão.

A causa havia sido promovida em outubro de 2015 por dois líderes da oposição após o primeiro turno das eleições presidenciais que foram depois definidas com a vitória de Mauricio Macri (2015-2019).

Durante as denúncias de março do ano passado, Kirchner havia afirmado que o caso "foi manipulado e armado no calor do processo eleitoral" de 2015 e argumentou que a "lawfare (perseguição judicial) segue em pleno andamento".

A acusação alegava uma suposta fraude com os contratos de compra futura de dólares, um instrumento legal de política monetária, que teria feito com que o Banco Central perdesse cerca de 55 bilhões de pesos (quase US$ 4 bilhões no câmbio da época).

Porém, a justiça considerou que não houve irregularidades ou prejuízos ao Banco Central na operação, após analisar uma perícia contábil realizada por especialistas da Corte Suprema em 2020.

Além de Kirchner, outras onze pessoas foram acusadas, entre elas o ex-ministro da Economia e atual governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o ex-presidente do Banco Central, Alejandro Vanolli, e seu vice, Miguel Angel Pesce, atual presidente do Banco Central.

Kirchner é ainda alvo de outros oito processos por suposta corrupção durante seus dois mandatos como presidente (2007-2015).


AFP



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