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16/04/2021 | domtotal.com

Tiroteio: Atirador deixa oito mortos e depois se mata nos Estados Unidos

A polícia isolou o local do ataque em Indianópolis, que aconteceu após vários tiroteios nas últimas semanas no país

Todas as vítimas foram encontradas em uma instalação da empresa Fedex, perto do aeroporto internacional da cidade, onde um homem armado abriu fogo
Todas as vítimas foram encontradas em uma instalação da empresa Fedex, perto do aeroporto internacional da cidade, onde um homem armado abriu fogo Foto (Reprodução)
Tiroteio deixou oito mortos em Indianápolis
Tiroteio deixou oito mortos em Indianápolis Foto (Spencer Platt/AFP)

Ao menos oito pessoas foram mortas a tiros na cidade americana de Indianápolis no fim da noite de quinta-feira (15), por um homem que, após o incidente, cometeu suicídio, anunciou a polícia.

Todas as vítimas foram encontradas em uma instalação da empresa Fedex, perto do aeroporto internacional da cidade, onde um homem armado abriu fogo, informou à imprensa a porta-voz da polícia, Genae Cook.

Outras pessoas foram levadas para o hospital, segundo a polícia, que não revelou o número de feridos. Segundo o portal de notícias G1, seis pessoas ficaram feridas, sendo que quatro foram hospitalizadas, uma delas com ferimentos graves. As outras duas pessoas foram medicadas no local e liberadas.

Um homem que trabalha no local viu o momento em que o homem começou a atirar. "Eu vi um cara com uma submetralhadora, ou fuzil automático, e ele estava atirando a céu aberto. Eu imediatamente me abaixei, fiquei com medo", disse Jeremiah Miller.

De acordo com a porta-voz da polícia, o homem armado se matou em seguida. Uma fonte da Fedex confirmou à reportagem que a instalação da empresa foi cenário de um tiroteio e disse que o grupo está colaborando com as autoridades. "Estamos a par do trágico tiroteio que aconteceu em nossa instalação perto do aeroporto de Indianápolis", afirmou a empresa em um comunicado. O local emprega mais de 4 mil pessoas, segundo a imprensa da cidade.

Timothy Boillat, outro funcionário da instalação, disse ao canal WISH-TV que testemunhou o tiroteio e que viu diversas viaturas da polícia no local. "Depois de ouvir os tiros, eu vi um corpo no chão", afirmou. "Felizmente, eu estava suficientemente longe e (o atirador) não me viu", completou.

A polícia isolou o local do ataque, que aconteceu após vários tiroteios nas últimas semanas nos Estados Unidos.

Sucessão de tiroteios

Uma série de ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março. No último dia 12, seis pessoas, incluindo um policial, foram baleadas em um tiroteio numa escola de segundo grau na cidade de Knoxville, no Estado do Tennessee. A polícia confirmou uma morte.

No dia 8, um homem abriu fogo em uma fábrica de marcenaria no Texas, onde trabalhava, matando uma pessoa e ferindo outras seis antes de ser levado sob custódia.

Também após ataques a tiros, oito pessoas foram mortas em spas da área de Atlanta; 10 morreram em um supermercado em Boulder, Colorado, e quatro, incluindo um menino de 9 anos, em uma imobiliária em Orange, Califórnia.

Quase 40 mil pessoas morrem a cada ano nos Estados Unidos vítimas das armas de fogo, e mais da metade são suicídios.

No dia 23 de março, o presidente dos EUA, Joe Biden, em pronunciamento, apelou a legisladores que aprovem leis que permitam maior controle no acesso a armas e restrinjam vendas de fuzis semi-automáticos e cartuchos de alta capacidade. Ele apresentou um plano limitado para prevenir a propagação as chamadas "armas fantasma" - de fabricação artesanal, às vezes com impressoras 3D -, que são impossíveis de rastrear quando utilizadas em um crime. Também propôs aumentar as regulamentações para os suportes de braço projetados para estabilizar a arma, um dispositivo usado pelo suspeito do tiroteio.

A discussão sobre endurecimento de acesso a armamento é recorrente após episódios de massacres nos Estados Unidos. Desta vez, Biden é pressionado a dar respostas além da retórica política tradicional.

Como vice-presidente no governo Obama, ele foi encarregado de negociar com o Congresso um pacote para maior controle no acesso a armas em 2012, após o ataque dentro da escola Sandy Hook, em Connecticut, que matou 28 pessoas - 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos.

Biden anunciou que suas propostas são um ponto de partida e pediu ao Congresso que legisle para aprovar as medidas, como o controle de antecedentes e o fim das vendas de fuzis, que muitas vezes são utilizadas nos tiroteios em massa.


AFP/Agência Estado/Dom Total



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