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16/04/2021 | domtotal.com

Campanha arrecada cestas básicas para moradores do Aglomerado Serra, em Belo Horizonte

Dom Helder e EMGE se unem ao coletivo Jornalistas pela Vida para ajudar famílias carentes de BH

Aglomerado da Serra é o maior conjunto de favelas de Minas Gerais
Aglomerado da Serra é o maior conjunto de favelas de Minas Gerais (Isabel Baldoni/ Flickr PBH)

A pandemia de Covid-19 aumentou o desemprego no Brasil e deixou muitas famílias sem condição de conseguir o sustento. Diante deste cenário, voluntários se mobilizam para levar comida aos necessitados. É o caso do coletivo Jornalistas pela Vida, que vai enviar cestas básicas, kit higiene, roupas e brinquedos para o Centro Social Santa Dulce dos Pobres, no Aglomerado da Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A Dom Helder Escola de Direito e a Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) aderiram ao movimento e vão doar 50 cestas básicas para famílias do maior conjunto de favelas de Belo Horizonte e um dos maiores do Brasil.

Pesquisa recente da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Brasília (UnB), mostrou que 59,4% dos domicílios brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar no fim de 2020. Considerando os números totais, 31,7% com insegurança leve, 12,7% moderada, e 15% grave. Nesse caso, há falta de alimento. As pessoas que convivem na casa, incluindo as crianças, passaram fome.

Com mais de 50 mil moradores, o Aglomerado da Serra é composto pelas vilas Marçola, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, Novo São Lucas e Cafezal. 

Coletivo

A ideia de criar o coletivo surgiu de maneira espontânea, a partir de um encontro virtual entre jornalistas mineiros que moram em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e até no exterior.

"Dessa conversa surgiu a ideia de um apoio às comunidades carentes da região de Belo Horizonte, pensando de cara no Aglomerado da Serra, uma das maiores favelas de Minas Gerais e do Brasil, onde a fome está sendo agressiva e as carências são imensas”, diz Marco Lacerda, que faz parte do coletivo Jornalistas pela Vida.

“Tem muita gente querendo doar, mas não tem um canal confiável para mediar e fazer essas doações chegarem ao destino de forma segura.  Queremos, sobretudo, que essas doações seja espontânea. Ninguém aqui está buscando protagonismo, estrelato e bênçãos. Estamos querendo apenas fazer chegar o que é necessário ao lugar onde é necessário. Qualquer pequena doação vai ser de grande valor para as pessoas que vivem no Aglomerado da Serra”, disse Lacerda, que destaca também que o papel do jornalista transcende a função de veiculador da informação.

Como ajudar?

Qualquer pessoa, instituição ou empresa pode ajudar o coletivo Jornalistas pela Vida a levar comida para quem precisa.  As doações podem ser entregues à representante do Centro Social Angelina Maria (rua Rio Doce, nº 15 – São Lucas no horário de 7 às 19horas) ou encaminhadas ao Centro Social Santa Dulce dos Pobres - rua Nossa Senhora de Fátima, nº 1375, Vila Nossa Senhora de Fátima (Responsável: Grazielle Silva Alves /contato 31 - 9 7306 6638).


Rômulo Ávila/Dom Total



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