Coronavírus

17/04/2021 | domtotal.com

Ritmo lento: Pouco mais de 12% dos brasileiros já receberam a 1ª dose da vacina

Na média geral, cerca de 3% recebeu a imunização completa. Especialistas dizem que os cuidados preventivos devem se manter mesmo após tomar a vacina devido ao descontrole da pandemia no país

A alta taxa de propagação do vírus no país, com média móvel de 71 mil novos casos por dia, reforça a necessidade de atenção adicional mesmo para quem já tomou as duas doses
A alta taxa de propagação do vírus no país, com média móvel de 71 mil novos casos por dia, reforça a necessidade de atenção adicional mesmo para quem já tomou as duas doses (Voisin/Phanie/AFP)

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesta sexta-feira (16), a 25.777.943, o equivalente a 12,17% da população total. Nas últimas 24 horas, 317.845 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 25 estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 25 milhões de vacinados, 9.134.959 receberam a segunda dose, o que representa 4,31% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 576.392 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 894.237 imunizantes nessa sexta-feira.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o estado que mais vacinou sua população até aqui: 16,54% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 8,43% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (6 milhões), seguido por Minas Gerais (2,59 milhões) e Bahia (2 milhões).

Cuidados devem ser mantidos

Mesmo quem já tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19 precisa ficar atento aos cuidados básicos de prevenção ao coronavírus. Pouco mais de 3% da população brasileira recebeu a imunização completa, índice que está bem longe de garantir a imunidade coletiva, oferecendo apenas uma proteção individual. A alta taxa de propagação do vírus no país, com média móvel de 71 mil novos casos por dia, reforça a necessidade de atenção adicional.

Mellanie Fontes-Dutra, biomédica, neurocientista e divulgadora científica pela Rede Análise Covid-19, explica que, no geral, as vacinas contra a Covid-19 começam a fazer efeito depois de 14 dias. Ela reforça que, mesmo após esse período, é necessário manter o isolamento social sempre que possível e usar máscaras de proteção de maneira adequada.

Apesar de demonstrarem excelente desempenho contra óbitos, os imunizantes não são totalmente eficazes em prevenir formas leves da doença. Por isso, mesmo quem foi vacinado pode contrair o vírus - e as chances de isso acontecer aumentam em cenários com a transmissão descontrolada, como no Brasil. "Por isso é muito relevante que até mesmo a pessoa vacinada siga com todas as medidas de prevenção para reduzirmos a transmissão", explica a biomédica.

Em fevereiro, a diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Katherine O'Brien, já tinha alertado que as pessoas vacinadas contra a Covid precisam manter os cuidados contra o vírus. "Nenhuma vacina é 100% eficaz", disse. "Recomendamos fortemente que as pessoas mantenham as outras medidas de proteção".

As medidas de prevenção à Covid - distanciamento social, uso de máscaras adequadas protegendo o nariz e a boca e de álcool em gel - só podem começar a ser relaxadas quando uma parte significativa da população for vacinada contra a doença, atingindo o que os cientistas chamam de imunidade de rebanho.

Uma pesquisa mostrou que para atingir a imunidade coletiva com a Coronavac, principal vacina aplicada no Brasil, será necessário imunizar 99% dos adultos, público apto a receber as doses. Dessa forma, acredita-se que a transmissão do coronavírus será interrompida no país. Até lá, todos devem manter os cuidados.

Número de mortos

O Brasil registrou 3.070 novas mortes pela Covid-19 nessa sexta-feira. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 2.870, apresentando queda pelo quarto dia seguido.

Com transmissão descontrolada do vírus, o país tem visto o colapso de várias redes hospitalares, com morte de pacientes na fila por leito e falta de remédios para intubação. Governadores e prefeitos têm recorrido a restrições ao comércio e até ao lockdown para frear o vírus. Já o presidente Jair Bolsonaro continua como forte crítico das medidas de isolamento social, recomendadas por especialistas, e afirma temer efeitos negativos na economia.

Nessa sexta, o número de novas infecções notificadas foi de 76.249. No total, o Brasil tem 369.024 mortos e 13.834.342 casos da doença, a segunda nação com mais registros, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 12.298.863 pessoas estão recuperadas.

O estado de São Paulo registrou nessa sexta-feira 791 mortes por coronavírus. Outros oito estados também superaram a barreira de 100 óbitos no dia: Minas Gerais (433), Rio de Janeiro (287), Paraná (192), Rio Grande do Sul (179), Ceará (153), Bahia (134), Pará (116) e Goiás (105).

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nessa sexta-feira, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 85.774 novos casos e mais 3.305 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 13.832.455 pessoas infectadas e 368.749 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.


Agência Estado/Dom Total



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