Coronavírus

25/04/2021 | domtotal.com

Atrasos: Em maio, Brasil deve receber 14,5 milhões de doses a menos que o previsto

Divulgação do novo calendário foi feita após o ministro Ricardo Lewandowski dar cinco dias para o governo atualizar periodicamente as informações sobre o tema

Início da campanha de vacinação contra a Covid-19 para pessoas de 64 anos em São Paulo
Início da campanha de vacinação contra a Covid-19 para pessoas de 64 anos em São Paulo (GovSP)

O novo cronograma com estimativa de recebimento de doses das vacinas contra Covid-19 pelo Brasil prevê uma redução de 14,5 milhões de doses a serem recebidas pelo Brasil no mês de maio na comparação com o que era esperado pelo Ministério da Saúde em março. Antes, a previsão era receber 46,9 milhões de vacinas no próximo mês. Agora, com a atualização, há expectativa de 32,4 milhões de doses. Para junho, a queda é menor, de 56,550 milhões para 54,257 milhões.

Após um mês, o Ministério da Saúde atualizou nesse sábado (24) o cronograma de previsão de entrega de vacinas para o Brasil, com menos doses a serem recebidas neste primeiro semestre do que estimado anteriormente pela gestão de Eduardo Pazuello. A divulgação do novo calendário foi feita em uma coletiva para jornalistas nesse sábado (24), após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), dar cinco dias para o governo atualizar periodicamente as informações sobre o tema.

Uma das explicações para a queda da expectativa é que dados da Sputnik V e Covaxin, imunizantes ainda sem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ficaram de fora dessa nova versão por não terem a autorização de uso no país. Anteriormente, o governo previa 10 milhões de doses do imunizante russo e 20 milhões do indiano, com lotes chegando ao Brasil a partir de março até junho.

Além disso, a entrega de 8 milhões de doses da Aztrazeneca pela Índia foram postergadas para o terceiro trimestre deste ano, ao invés de quatro recebimentos. Para o mês de abril, a queda nas previsões de entrega de vacinas ao país foi de 20,7 milhões de doses. O número esperado para o mês era de 47,329 milhões de vacinas e, o cronograma atual prevê a remessa de apenas 26,608 milhões de doses.

Número de vacinados

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesse sábado a 28.969.324, o equivalente a 13,68% da população total. Nas últimas 24 horas, 204.067 pessoas receberam a primeira dose da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 estados e Distrito Federal.

Entre os quase 29 milhões de vacinados, 12.499.298 milhões receberam a segunda dose, o que representa 5,90% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 237.036 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil administrou 441.103 doses nesse sábado.

Mortos

Nesse sábado mais 2.986 mortes e 69.302 novas pessoas infectadas pelo novo coronavírus foram notificadas nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos pela doença, que leva em consideração o total dos últimos sete dias e elimina distorções entre os dias úteis e fins de semana, ficou em 2.531, levemente acima do registrado na última sexta feira de acordo com dados do consórcio de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. O aumento da média móvel, ainda que não significativo, interrompe a sequência de seis dias seguidos de baixas.

Com os dados desse sábado, o Brasil chega ao total de 389.609 vidas perdidas e 14.307.412 casos da Covid-19 desde o início da pandemia, mantendo-se como o segundo país do mundo com maior número de mortes totais pela doença, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Saúde, 12.766.772 pessoas já se recuperaram da Covid-19.

O Ministério da Saúde informou que nesse sábado foram registrados 71.137 novos casos e mais 3.076 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 14.308.215 pessoas infectadas e 389.492 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.


Agência Estado/Dom Total



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