Coronavírus

30/04/2021 | domtotal.com

Covid-19 já infectou mais de 150 milhões de pessoas no mundo inteiro

Atualmente a Índia vem puxando esse aumento com recordes diários de novos casos. Doença já dizimou 3,2 milhões de pessoas no planeta; só no Brasil, foram mais de 400 mil

Uma mulher infectada com coronavírus aguarda internação em um hospital em Allahabad, Índia, em 29 de abril de 2021
Uma mulher infectada com coronavírus aguarda internação em um hospital em Allahabad, Índia, em 29 de abril de 2021 Foto (Sanjay Kanojia/AFP)
Salão improvisado como área para pacientes de covid-19 em Nova Délhi (Índia)
Salão improvisado como área para pacientes de covid-19 em Nova Délhi (Índia) Foto (TAUSEEF MUSTAFA/AFP)

Mais de 150 milhões de pessoas no mundo foram infectadas pela Covid-19, de acordo com um balanço da AFP com base em dados oficiais dos países atualizados na manhã de sexta-feira (30), em um momento de explosão de novos casos, diários.

Oficialmente foram registrados 150.337.583 casos desde a detecção do vírus na China em dezembro de 2019, seis milhões deles em uma semana, em particular na Índia, país que nos últimos sete dias contabilizou 2,5 milhões de infectados.

O número de novos casos diários mais que dobrou desde meados de fevereiro. Após uma segunda onda de outubro a janeiro, o número caiu para um pouco mais de 350 mil caso por dia. Atualmente a média está em 821 mil infectados a cada 24 horas.

A aceleração se deve principalmente à explosão de casos na Índia (18.762.976), uma crise de saúde que pode ter origem na variante indiana do coronavírus, mas também em alguns comportamentos como o desrespeito às restrições sanitárias, destacou na quinta-feira (29) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de 2,5 milhões de casos registrados em uma semana na Índia, o que representa a média de 357 mil por dia, é mais de 30 vezes superior ao balanço de meados de fevereiro, quando o país diagnosticava 11 mil novos casos diariamente.

Os países mais afetados pelo número total de casos são Estados Unidos (32.288.764), Índia (18.762.976) e Brasil (14.590.678). Em relação à população, os países mais atingidos são Montenegro (15.457 casos para cada 100 mil habitantes), República Tcheca (15.207) e Eslovênia (11.513).

Com a onda de contágios na Índia, a Ásia é o continente que registra mais novos caso diários (392.267) e a região em que a pandemia tem a maior aceleração (+28% dos novos contágios detectados nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior). A África (11.038 casos diários, +3%) é o outro continente com aumento de contágios.

Os números permanecem equilibrados na América Latina e Caribe (133.881 casos diários), enquanto estão em queda na Europa (184.007 casos diários, -18%) e nos Estados Unidos e Canadá (60.537, -12%).

Desde que o vírus foi detectado, mais de um terço dos casos foram contabilizados na Europa (50.213.426), o continente mais afetado. Em seguida aparecem Estados Unidos e Canadá (33.496.740 casos), América Latina e Caribe (28.688.240) e Ásia (25.594.773 casos). 

Mais de 400 mil mortes no Brasil

Em um mundo que soma 3,2 milhões de mortos, o Brasil registrou até esta quinta-feira (29) 401.186 falecidos, em meio à lentidão na vacinação e às deficiências de gestão atribuídas por muitos especialistas ao governo de Jair Bolsonaro.

"Tivemos um impacto importante das novas variantes", como a P1, explicou a epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Mais contagiosa e suspeita de ser mais severa, a variante surgiu no Amazonas, espalhou-se pelo país, afetou duramente o vizinho Uruguai e levou muitos países a fecharem suas fronteiras com o Brasil.

Apesar da lentidão da imunização, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vetou a importação da vacina russa Sputnik V, cujos criadores anunciaram uma ação judicial por difamação.

O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, justificou a decisão em que "as informações sobre a presença de adenovírus replicante [uma versão viva do vírus] constam nos documentos entregues à Anvisa pelo desenvolvedor da vacina Sputnik V". "A Anvisa fez declarações incorretas e enganosas sem ter testado a vacina Sputnik V", destacaram os criadores do fármaco, que anunciaram uma ação "por difamação contra a Anvisa por difundir informação falsa e incorreta".

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Flexibilização europeia

A Europa, que vem flexibilizando as restrições, recebeu uma advertência da Organização Mundial da Saúde (OMS): "a situação da Índia pode ocorrer em qualquer lugar".

A atual crise sanitária no país asiático pode se dever à chamada "variante indiana do coronavírus", mas também a alguns comportamentos como o descumprimento das restrições sanitárias, segundo a OMS.

De fato, a França anunciou nessa quinta o primeiro caso confirmado da variante indiana na região de Nova-Aquitânia em um paciente que havia retornado daquele país.

A maioria dos países da Europa, que na quarta (28) superou os 50 milhões de casos e o milhão de falecidos desde o início da pandemia, está afrouxando as restrições diante de uma queda dos contágios nas últimas duas semanas.

A França anunciou uma abertura escalonada em maio e junho das áreas externas de restaurantes e cafés, lojas e espaços culturais, incluindo museus e cinemas. Enquanto isso, o toque de recolher que vigora atualmente a partir das 19h, irá sendo gradativamente adiado até ser suprimido em 30 de junho.

A Alemanha, que também informou sobre contágios da variante indiana, avança a passos firmes na vacinação, com mais de um milhão de pessoas inoculadas em um dia, cifra que até agora apenas China, Índia e Estados Unidos alcançaram.

A Holanda já reabriu seus terraços e suspendeu o toque de recolher, cuja introdução em janeiro provocou os piores distúrbios no país em décadas.

A Irlanda permitirá em meados de maio a reabertura de comércios considerados não essenciais, assim como museus e salões de cabeleireiro, como parte de seu plano de desconfinamento ante a melhora nos dados da pandemia.

'Sob as garras' do vírus

Na América Latina, que contabilizava mais de 912 mil falecidos, a Organização Pan-americana da Saúde (Opas) alertou para a situação crítica de alguns países e pediu mais vacinas.

A região está "sob as garras" do vírus e o "acesso rápido e igualitário às vacinas" é essencial para superar a pandemia, alertou sua diretora, Carissa Etienne, que pediu "aos países com doses adicionais" que considerem "doar uma parte significativa às Américas", onde "são necessárias desesperadamente".

Neste contexto, a Conmebol anunciou que entregará as vacinas anticovid doadas pela China a suas 10 federações nacionais para ser distribuídas entre seus associados.

Mais vacinas

O laboratório americano Moderna anunciou sua intenção de produzir 3 bilhões de doses até 2022 de sua vacina baseada na tecnologia de RNA mensageiro e espera fornecer entre 800 mil e 1 bilhão de doses este ano.

Os fabricantes estão trabalhando em novas versões de suas vacinas, adaptadas às variantes. Na quarta-feira, Ugur Sahin, diretor do laboratório alemão BioNTech, associado à farmacêutica americana Pfizer, mostrou-se "confiante" na eficácia de seu produto contra a variante indiana.

A BioNTech está prestes a apresentar um pedido à União Europeia para a aprovação de sua vacina para adolescentes de 12 a 15 anos, o que tornaria possível seu uso em junho.

Enquanto isso, o Instituto Pasteur (IP) de Montevidéu anunciou a criação de uma rede sul-americana de instituições científicas dedicada à pesquisas e inovação epidemiológica, que será financiada pela França.


AFP/Dom Total



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