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09/05/2021 | domtotal.com

ONU denuncia escassez de 900 mil parteiras no mundo

Devido à falta de parteiras, milhões de vidas de mulheres e recém-nascidos podem ser perdidas

A parteira libanesa Heba Khoudary examina uma mulher em uma clínica móvel apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Beirute em setembro de 2020
A parteira libanesa Heba Khoudary examina uma mulher em uma clínica móvel apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Beirute em setembro de 2020 (AFP)

A Organização das Nações Unidas instou os países a fortalecerem a formação e a prática profissional de parteiras, das quais existe um déficit de cerca de um milhão no mundo, segundo relatório da entidade divulgado nesta quarta-feira (5).

"O mundo enfrenta atualmente uma escassez de 900 mil parteiras, o que representa um terço da força de trabalho obstétrica global necessária", disse o relatório, pedindo que esta profissão seja melhor considerada e declarada uma prioridade.

Devido à falta de parteiras, milhões de vidas de mulheres e recém-nascidos podem ser perdidas, alerta o documento elaborado em conjunto pela agência da ONU para a saúde sexual e reprodutiva, a Organização Mundial de Saúde e a Confederação Internacional de Parteiras.

"A crise da covid-19 apenas exacerbou o problema, colocando as necessidades de saúde de mulheres e recém-nascidos em segundo plano, interrompendo os serviços de obstetrícia e transferindo parteiras para outros serviços de saúde", acrescentou uma declaração da ONU sobre este relatório, para qual foram usadas informações de 194 países.

A escassez de parteiras - pessoas com poderes para ajudar as mulheres em trabalho de parto - "resulta em um terrível custo global na forma de mortes evitáveis", alertou, estimando que cerca de 4,3 milhões de vidas poderiam ser salvas a cada ano se o sistema estivesse disponível o número necessário de parteiras.

A desigualdade de gênero tem um efeito indireto sobre essa escassez aguda, observou a declaração.

As mulheres representam 93% das parteiras e 89% das enfermeiras, de acordo com a ONU, que lamenta que os sistemas de saúde não atendam adequadamente às necessidades de saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas.

"Os governos devem priorizar o financiamento e o apoio às parteiras e tomar medidas concretas para incluí-las na formulação das políticas de saúde", disse o relatório.


AFP



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