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11/05/2021 | domtotal.com

Em noite de bombardeios, ao menos 22 palestinos são mortos em Gaza

Outras 106 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza, território palestino controlado pelo movimento islamita Hamas

Incêndio provocado por ataques aéreos israelenses em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, em 11 de maio de 2021
Incêndio provocado por ataques aéreos israelenses em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, em 11 de maio de 2021 (Said Khatib/AFP)

Pelo menos 22 palestinos, incluindo nove crianças, foram mortos na madrugada da segunda feira (10) para terça-feira (11) nos atentados israelenses em Gaza. Trata-se de uma resposta aos foguetes lançados por movimentos armados palestinos, em uma escalada causada por uma onda de violência em Jerusalém Oriental.

Outras 106 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza, território palestino controlado pelo movimento islamita Hamas, informaram as autoridades de saúde locais.

A Jihad Islâmica, segundo grupo islamita armado da Faixa de Gaza, anunciou nesta terça-feira as mortes de dois comandantes nos ataques israelenses. Desde segunda-feira, militantes palestinos lançaram mais de 200 foguetes contra Israel.

O sistema antimísseis israelense Cúpula de Ferro interceptou mais de 90% dos projéteis, afirmou o porta-voz do exército Jonathan Conricus. Ao menos seis israelenses ficaram feridos.

O Estado hebreu respondeu ao lançamento de foguetes com 130 ataques de aviões de combate e helicópteros contra alvos militares no território palestinos, que mataram 15 comandantes do Hamas e da Jihad Islâmica, anunciou Conricus à imprensa.

No entanto, o porta-voz garantiu que não tem confirmação de que os ataques afetaram civis e explicou que Israel atacou instalações de fabricação e armazenamento de armas, áreas de treinamento de militantes e a casa de um comandante do Hamas, entre outros.

Mais foguetes foram disparados do enclave palestino na terça-feira, quando o braço armado das brigadas Qassam, afiliadas ao Hamas, prometeu transformar a cidade israelense de Ashkelon em um "inferno".

As tensões nos últimos dois dias em Jerusalém se transformaram nos piores tumultos na cidade desde 2017. Na sexta-feira passa, o último sexto dia do Ramadã, ocorreram confrontos entre as tropas de choque israelenses e os fiéis palestinos, onde se encontra a Mesquita de Al Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do Islã.

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Apelo internacional

Desde então, os distúrbios noturnos em Jerusalém Oriental feriram centenas de palestinos e geraram apelos internacionais para diminuir a escala de violência. A ONU disse na terça-feira que estava "profundamente preocupada" e condenou "qualquer incitamento à violência".

Fontes diplomáticas disseram que o Egito e o Catar, que mediou conflitos anteriores entre Israel e Hamas, estão tentando acalmar as tensões. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, por sua vez, condenou os ataques com foguetes do Hamas, dizendo que eles "devem parar imediatamente".

Na segunda feira, o Hamas lançou um ultimato a Israel para retirar todas as suas forças da Esplanada das Mesquitas e do distrito de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, onde os próximos despejos de famílias palestinas estão gerando protestos.

Após as 18h dessa segunda (15h GMT), horário limite estabelecido pelo ultimato do Hamas, sirenes soaram em Jerusalém e foguetes passaram a ser disparados, enquanto moradores, incluindo deputados do Knesset, fugiam para bunkers pela primeira vez desde o Conflito de Gaza de 2014.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que o Hamas "cruzou a linha vermelha" ao mirar em Jerusalém.

'Se eles escalarem, nós escalaremos'

As brigadas Qassam disseram que os ataques com foguetes são uma resposta às ações israelenses em Sheikh Jarrah e ao redor da Mesquita de Al Aqsa.

"Essa é uma mensagem que o inimigo deve entender bem: se eles responderem, nós responderemos, e se eles aumentarem, nós também vamos aumentar", afirmaram.

Várias propriedades em Israel foram danificadas pelos foguetes, incluindo um apartamento em Ashkelon e uma casa em Beit Nekofa, cerca de 10 quilômetros a oeste de Jerusalém.

Separadamente, um árabe israelense morreu de ferimentos a bala em confrontos com judeus israelenses na cidade de Lod (centro), disse a polícia na segunda-feira.

Pedras e balas de borracha

A decisão na segunda-feira de cancelar uma marcha israelense na Cidade Velha em comemoração à conquista de Jerusalém Oriental por Israel aumentou a esperança de calma.

Mas então o ultimato do Hamas expirou, seguido pelo lançamento de foguetes, que também forçou o Muro das Lamentações e outros locais a serem evacuados.
Na noite de segunda-feira, como nas noites anteriores desde sexta-feira, os palestinos atiraram pedras na polícia de choque israelense, que respondeu com balas de borracha, granadas de choque e gás lacrimogêneo.

O Crescente Vermelho Palestino disse que pelo menos 520 palestinos ficaram feridos desde segunda-feira, incluindo mais de 200 que foram hospitalizados, cinco deles em estado crítico. A polícia israelense relatou 32 feridos em suas fileiras.


AFP/Dom Total



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