Religião

18/05/2021 | domtotal.com

Papa quer Jornadas da Juventude todos os anos nas dioceses

Para a Santa Sé, a realização da JMJ a nível local se 'reveste um significado de extrema importância para cada Igreja particular'

Jovens com a cruz da JMJ
Jovens com a cruz da JMJ (Vatican News)

O Vaticano publicou esta terça-feira (18) as Orientações pastorais para a celebração da Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares, com o objetivo de reforçar, a nível local, a importância desta "festa da fé" protagonizada pelos jovens.

Desde que o papa João Paulo II criou as Jornadas Mundial da Juventude (JMJ), em 1985, o ritmo deste evento tem sido trienal e realiza-se sempre num país diferente. Nos anos intermédios, em que não há encontro mundial, cada diocese é autônoma para organizar iniciativas juvenis. Até agora, essa edição local realizava-se no Domingo de Ramos, mas o papa Francisco alterou a data, por conveniência pastoral, para a Solenidade do Cristo Rei.

O anúncio desta alteração foi feito a 22 de novembro de 2020, no final da missa em que a delegação portuguesa recebeu, no Vaticano, a Cruz e os símbolos da JMJ 2023. O passo seguinte surgiu com este novo documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Trata-se de um conjunto de orientação pastorais dirigidas a todas as dioceses do mundo, permitindo assim, a um maior número de jovens, viver uma experiência local da JMJ.

"Alguns jovens, por objetivas dificuldades de estudo, de trabalho ou financeiras não têm a possibilidade de participar das celebrações internacionais de tais jornadas, razão pela qual é bom que cada Igreja particular ofereça-lhes também a possibilidade de viver em primeira pessoa, mesmo que em nível local, uma festa da fé, um evento forte de testemunho, de comunhão e de oração análogo às edições internacionais, que marcaram profundamente a existência de tantos jovens nas mais diversas partes do mundo", lê-se neste documento.

Para a Santa Sé, a realização da JMJ a nível local "reveste-se de um significado de extrema importância para cada Igreja particular", porque ajuda "a sensibilizar e a formar a comunidade eclesial no seu conjunto – leigos, sacerdotes, consagrados, famílias, adultos e idosos – para que se torne sempre mais consciente da sua missão de transmitir a fé às novas gerações".

O documento também enuncia uma série pontos principais programáticos que devem nortear as JMJ locais – "festa da fé", "experiência de Igreja", "experiência missionária", "ocasião de discernimento vocacional" e "chamamento à santidade", como "experiência de peregrinação" e "experiência de fraternidade universal" – e convida todas as dioceses e Igrejas particulares a investirem nos jovens. O que significa, "investir no futuro da Igreja, significa promover as vocações, significa iniciar efetivamente a preparação remota das famílias de amanhã". Sobretudo, por que se trata de "uma tarefa vital para cada Igreja local, não simplesmente uma atividade acrescentada a outras".


Rádio Renascença



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