Coronavírus

13/06/2021 | domtotal.com

Pandemia aumentou desigualdades já existentes no mundo inteiro

Entre as categorias mais afetadas pela crise sanitária e humanitária estão idosos, crianças, ciganos, refugiados, migrantes e pessoas com deficiência

Crianças aguardam por controle de temperatura em escola de Bordeaux, França, em fevereiro
Crianças aguardam por controle de temperatura em escola de Bordeaux, França, em fevereiro (Philippe Lopez/AFP)

A pandemia de Covid-19 teve um efeito "sem precedentes e profundo" nos direitos, o que alimentou o racismo e provocou o "sofrimento de muitas crianças", afirma um relatório publicado na última quinta-feira (10) pela Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da União Europeia (UE).

A situação "exacerbou os desafios e desigualdades existentes em todos os âmbitos, afetando em particular os grupos vulneráveis", afirma o capítulo que aborda a Covid no relatório 2021 sobre os direitos fundamentais.

Muitos dos 27 Estados membros da UE decretaram estados de emergência e "concederam aos governos poderes extraordinários de tomada de decisões que limitaram os direitos humanos em seu conjunto", afirma o documento da FRA, que tem sede em Viena.

Entre as categorias mais afetadas pela crise sanitária e humanitária estão idosos, crianças, ciganos, refugiados, migrantes e pessoas com deficiência. As mulheres também foram "afetadas de forma desproporcional", seja no emprego, conciliação da vida profissional e familiar ou na saúde, devido a sua elevada representatividade nos setores considerados "essenciais".

"A pandemia aumentou a discriminação, os crimes de ódio e a incitação ao ódio contra as minorias, especialmente contra as pessoas de origem imigrante e a população cigana", destaca o relatório.

As crianças "sofreram durante a pandemia, especialmente as que vivem em ambientes social ou economicamente desfavoráveis. A educação à distância foi complicada sem acesso à internet ou computadores".

Na Romênia, por exemplo, onde as escolas permaneceram fechadas por grande parte do ano, 25% das crianças não tiveram acesso a aulas virtuais, segundo a ONG Save the Children, citada no relatório.

"O abuso infantil também aumentou durante o confinamento e a quarentena, assim como o número de casos de abuso sexual on-line", completa o documento, com base em dados da agência policial Europol.

Em termos gerais, a violência doméstica também aumentou no período. Na República Tcheca e Alemanha, por exemplo, o número de ligações para os serviços de assistência aumentou 50% e 20%, respectivamente, entre março e junho de 2020.

"A Covid-19 testou a força dos sistemas de proteção dos direitos fundamentais em toda a UE", destacou Michael O'Flaherty, diretor da FRA, em um comunicado. "Os governos devem estabelecer estruturas sustentáveis para lutar contra as desigualdades, o racismo e a exclusão", completou.

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AFP/Dom Total



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