Coronavírus

10/06/2021 | domtotal.com

Biden confirma doação de vacinas contra Covid, mas Brasil fica fora da lista

Reino Unido anuncia parceria com EUA para prevenir e combater pandemias futuras

Presidente dos EUA anuncia a doação de 500 milhões de doses da vacinada Pfizer
Presidente dos EUA anuncia a doação de 500 milhões de doses da vacinada Pfizer (Brendan Smialowski/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, oficializou a doação de 500 milhões de doses das vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para mais de 90 países, privilegiando as nações mais pobres. A imprensa americana já havia antecipado o fato na quarta-feira. O Brasil ficou fora alista, que inclui países africanos, como Angola, Marrocos, Cabo Verde, Nigéria e Quênia, asiáticas, como Afeganistão, Bangladesh, Índia e Paquistão, e da América Latina e do Caribe, como Haiti, Bolívia, Honduras e Nicarágua.

Ao anunciar a doação, em discurso no Reino Unido, o americano declarou que as entregas "não incluem pressões e favores, estamos salvando vidas". "Desde o começo, falei que precisávamos atacar o vírus globalmente", indicou Biden, concluindo que "temos de fazer tudo o que pudermos para vacinar o mundo contra Covid-19".

O anúncio ocorreu após encontro com Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, país que lidera temporariamente o G-7 e que é sede da reunião anual do grupo em 2021, que ocorre em Cornualha. Segundo o americano, o anúncio de hoje foi a "inauguração" das contribuições no tema, e amanhã o G-7 deverá publicar maiores compromissos. Sem uma vacinação global, o presidente aponta riscos como mutações do coronavírus e uma retomada mais lenta em outros países.

Em outra colaboração, o governo do Reino Unido informou ter fechado uma parceria com os Estados Unidos para reforçar o combate a pandemias futuras. Comunicado do governo diz que há um compromisso conjunto dos dois países para enfrentar desigualdades na frente da saúde, reforçando o combate a pandemias e outras ameaças emergenciais. Será também reforçado o monitoramento de doenças, bem como a capacidade de sequenciamento genômico pelo mundo, além de se buscar estabelecer um sistema de alerta rápido para detectar doenças, diz a nota.

O plano envolverá a entrega de 200 milhões de vacinas em 2021 e 300 milhões de doses na primeira parte de 2022. O CEO da Pfizer, Albert Bourla, discursou após Biden, quando agradeceu os esforços do governo americano, e indicou que as 500 milhões de doses fazem parte de um objetivo da empresa de entregar 2 bilhões de vacinas para países de renda baixa e média nos próximos 18 meses. Além disso, o CEO indicou que a Pfizer segue buscando ampliar o combate à Covid-19, seja com novos tratamentos, ou com a ampliação de vacinas para pessoas mais jovens e para as grávidas.

Liderança contra desigualdade

Ecoando o discurso do presidente, a secretária do Departamento do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou que os Estados Unidos devem liderar os esforços contra as divergências na vacinação global contra a Covid-19, de forma a capitanear uma recuperação forte e rápida após a pandemia.

De acordo com Yellen, ainda há pelo menos 24 países de baixa renda no mundo que não vacinaram 99% das suas populações. Esta desigualdade na distribuição de vacinas atrasa a recuperação global e pode prejudicar também os EUA, segundo ela. "Os EUA ficarão melhores em um mundo mais rico e vacinado do que em um mundo mais pobre e não vacinado", resumiu a secretária.

Ela ainda ressaltou a necessidade de os EUA ampliarem em US$ 200 bilhões os repasses a órgãos multilaterais como o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, bem como para o Fundo de Redução da Pobreza e Crescimento, do Fundo Monetário Internacional (FMI). O orçamento também pede autorização para que os EUA cedam seus Direitos Especiais de Saque, segundo Yellen.

Por fim, a secretária diz que o país precisa ajudar nações pobres na transição energética para fontes renováveis, tanto com o uso de US$ 1 bilhão em repasses ao Tesouro como resolvendo a questão da desigualdade na imunização contra a Covid-19. "Será muito mais difícil lidar com desafios futuros, como as mudanças climáticas, caso cresça a desigualdade global", concluiu Yellen.


Agência Estado/Dom Total



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