Brasil Política

11/06/2021 | domtotal.com

'Temos um Jim Jones na Presidência': Renan compara Bolsonaro a líder de suicídio coletivo

Relator da CPI comparou Jair Bolsonaro a líder religioso dos anos 70, conhecido como mentor do maior suicídio coletivo da história

'O que está na Presidência da República do Brasil induz à continuidade dessa tragédia e desse morticínio', disse Renan
'O que está na Presidência da República do Brasil induz à continuidade dessa tragédia e desse morticínio', disse Renan (Agência Brasil e AFP)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) comparou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um líder religioso culpado pelo maior suicídio coletivo da história. “Temos um Jim Jones na Presidência da República”, disse o relator da CPI da Covid no Senado. Ele  e outros  membros da CPI reagiram ao anúncio de Bolsonaro, feito na quinta-feira, para desobrigar o uso de máscaras por quem já se vacinou ou teve a doença, mesmo antes da normalização do quadro sanitário.

Renan comparou Bolsonaro a James Warren “Jim” Jones, que  foi líder de uma seita religiosa que levou 918 de seus membros ao suicídio coletivo em 1978. O pastor americano criou uma cidade, chamada de Jonestown, na Guiana.


“A diferença para o americano é que o americano induziu ao suicídio e o que está na Presidência da República do Brasil induz à continuidade dessa tragédia e desse morticínio”, completou Renan.

Nesta sexta , Bolsonaro voltou a defender a dispensa da máscara para este grupo, mas, depois de receber muitas críticas, ajustou o discurso sobre o tema dizendo que a decisão final será do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e principalmente de governadores e prefeitos.


Mais semelhanças

O paralelo entre Bolsonaro e Jim Jones já havia sido feito em 2020 pelo professor americano Davi Nemer, da Universidade de Virginia. Ainda no começo da pandemia em todo o mundo, em artigo publicado no site Salon, Nemer aponta semelhança entre os dois líderes no uso de um 'medicamento mágico'. O brasileiro aposta suas fichas na hidroxicloroquina, enquanto o reverendo cultuava o 'Flavor-Aid'. Foi justamente essa substância, na ocasião misturada com cianeto, que provou o suicídio em massa.

"Bolsonaro está dobrando suas táticas de manipulação e motiva seus seguidores a saírem às ruas para protestar contra as medidas de isolamento . Isso traz sua própria "necropolítica" a um nível totalmente novo - no qual suas ações políticas também são centralizadas na produção em larga escala da morte de sua própria base -, preparando assim o cenário para uma tragédia maior do que Jonestown", escreveu Nemer.

CPI da Covid

A CPI da Covid iniciou a sessão desta sexta-feira (11) para ouvir dois especialistas que discordam da postura do presidente Jair Bolsonaro e das medidas mais polêmicas tomadas pelo governo federal na pandemia do novo coronavírus, como as relacionadas a isolamento social, vacinas e tratamento precoce contra a doença. Com os depoimentos da microbiologista Natalia Pasternak e do médico sanitarista Cláudio Maierovitch, os senadores querem reforçar as provas contra o presidente da República e demonstrar que o governo agiu na contramão da ciência.

A reunião, em uma sexta-feira - pouco usual -, ocorre devido às reiteradas afirmações do chefe do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), de que ele não quer estender os trabalhos da comissão por mais de três meses. Aziz promete acelerar os trabalhos da comissão e encerrar a investigação no fim de julho. A base do governo tenta trazer para CPI médicos que defendem as medidas de Bolsonaro. O presidente da comissão prometeu marcar esses depoimentos para a próxima semana.








Redação DomTotal



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