Brasil Política

16/06/2021 | domtotal.com

Witzel encerra depoimento com base em decisão do STF após atacar Bolsonaro

Ex-governador do Rio carregou em denúncias e insinuações contra o governo

Wilson Witzel encerrou depoimento com base na decisão do Supremo
Wilson Witzel encerrou depoimento com base na decisão do Supremo (Jefferson Rudy/Agência Senado)

O ex-governador Wilson Witzel deixou o depoimento à CPI da Covid durante pergunta do senador Eduardo Girão (Podemos-CE). O presidente Omar Aziz leu habeas corpus deferido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF),  que concedeu na terça-feira (15) à Witzel o direito de não comparecer na comissão.

Witzel, no entanto, resolveu depor. Ao longo de seu depoimento, ele centrou suas falas a críticas ao governo Jair Bolsonaro e usou o espaço na CPI para se defender das acusações de corrupção que levaram ao seu impeachment, em abril.

Em depoimento de ataques à gestão Bolsonaro e defesa própria, Witzel afirmou, por exemplo, que houve um "fato gravíssimo" de intervenção do governo federal em sua gestão para promover alterações na estrutura de governo. Segundo ele, o fato só será revelado se houver uma sessão em sigilo de Justiça.

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid Witzel reforçou o discurso de que não há intervenção estadual nos hospitais federais, que classificou como "intocáveis". "Tem um dono e essa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) pode descobrir quem é o dono daqueles hospitais", afirmou.

O ex-governador ainda pontuou que "não havia uma coordenação" nacional no combate à pandemia da Covid-19. Segundo ele, logo após serem decretadas medidas estaduais contra o vírus, o presidente Jair Bolsonaro fazia um pronunciamento minimizando a doença. "Havia um pronunciamento oficial, que eu entendo como um pronunciamento criminoso, que impedia o governador de fazer o trabalho dele", disse, citando os episódios que Bolsonaro classificou o vírus como uma "gripezinha". Witzel afirmou que a omissão federal foi a maior dificuldade no combate à pandemia.

Witzel ainda avaliou que, na atual gestão estadual, comandada por Cláudio Castro, há uma mudança da relação entre o governo Bolsonaro e o Estado do Rio de Janeiro. "Atual governador do Rio de Janeiro apoia Bolsonaro, se fosse eu, não haveria carreata e motociata", declarou.

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Agência Estado/DomTotal



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