Coronavírus

13/07/2021 | domtotal.com

Ganância prolonga a agonia pandêmica no mundo, denuncia chefe da OMS

Tedros Adhanom disse considerar 'muito decepcionante' ver casos extremos de cobertura da vacinação contra a Covid-19 pelo mundo

Imagem fornecida pela OMS mostra o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus
Imagem fornecida pela OMS mostra o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus (Christopher Black/AFP)

O chefe da OMS criticou a "ganância" de quem já pensa em uma terceira dose da vacina anticovid, cuja necessidade ainda não foi comprovada cientificamente, quando grande parte do mundo aguarda sua primeira vacina.

"Se a solidariedade não funcionar, há uma palavra para explicar o prolongamento da agonia deste mundo, e essa palavra é ganância", denunciou o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma longa declaração, cheia de raiva e apelos, após encontro habitual com a imprensa em Genebra.

Tedros Adhanom disse considerar "muito decepcionante" ver casos extremos de cobertura da vacinação contra a Covid-19 pelo mundo. "Há países que nem começaram a vacinar suas populações, enquanto outros já vacinaram todos com duas doses e estão buscando uma terceira". O diretor disse ainda que aqueles que dividem as vacinas estão ajudando também a si próprios. "A vantagem de distribuir vacinas pelo mundo é que a pandemia irá acabar".

"O abismo mundial no fornecimento de vacinas é irregular e desigual, alguns países, algumas regiões estão encomendando milhões de doses quando outros não conseguiram vacinar seus profissionais de saúde e os membros mais frágeis de sua população", exclamou Tedros, que tem criticado frequentemente países e indústrias que assinam esses contratos.

O grupo farmacêutico Pfizer/BioNTech defendeu na sexta-feira a injeção de uma terceira dose de sua vacina para torná-la mais eficaz, já que a variante Delta, altamente contagiosa, causa surtos epidêmicos na Ásia e na África, e os casos aumentam novamente na Europa e nos Estados Unidos.

A OMS está acompanhando os quatro países que anunciaram programas de dose de reforço, segundo a cientista-chefe, Soumya Swaminathan. "A decisão sobre uma terceira dose deve ser baseada em dados, não apenas feita a partir de escolhas de empresas", disse. Swaminathan ressaltou que, apesar das vacinas não protegerem 100% contra o coronavírus, continuam oferecendo proteção.


AFP/Agência Estado/Dom Total



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