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13/07/2021 | domtotal.com

Wes Anderson faz homenagem à França e fala de seu filme próximo na Espanha

Na disputa pela Palma de Ouro, diretor se declara fã do surrealismo de Luis Buñuel

O diretor Wes Anderson posa para fotógrafos no Festival de Cinema de Cannes
O diretor Wes Anderson posa para fotógrafos no Festival de Cinema de Cannes (Christophe Simon/AFP)

O diretor americano Wes Anderson se declarou fã de Luis Buñuel e revelou alguns detalhes sobre seu próximo filme. Em entrevista em Cannes, foi questionado sobre que tipo de cinema gostava. Anderson afirmou que se interessava por "muitos tipos de filmes" e que durante o confinamento voltou para ver todos os filmes de Hitchcock, mas "sempre volto para Buñuel".

No dia anterior, o diretor foi aplaudido após a exibição oficial de A crônica francesa, cujo elenco de luxo, que inclui Bill Murray, Tilda Swinton, Adrien Brody, Owen Wilson, Timothée Chalamet e Benicio del Toro, chegou de ônibus ao tapete vermelho.

O filme, na disputa pela Palma de Ouro, é uma homenagem à França e ao jornalismo com a estética melancólica e sofisticada típica do cineasta. É composto por quatro capítulos e se passa em uma cidade francesa fictícia em meados do século 20.

Na entrevista, Anderson revelou detalhes sobre seu próximo projeto, rodado na periferia de Madri: "O que posso dizer é que é um filme espanhol, mas a história é americana e o papel principal do filme será interpretado por Jason Schwartzman", um de seus atores preferidos para trabalhar (O Grande Hotel Budapeste, Moonrise kingdom). "Jason e eu trabalhamos juntos há muitos anos e há muito tempo tenho o que creio que é um grande papel" para ele, acrescentou o diretor, vestindo um terno branco e meias vermelhas.

Sobre A crônica francesa, Anderson disse que "era como fazer três ou quatro filmes". "Eu tinha que inventar, fazer o casting, tinha que fazer tudo. Cada vez que fazíamos uma nova história, havia muitos figurantes".

"Há muito esperava a oportunidade de fazer um filme inteiro aqui" na França, acrescentou. Isso lhe permitiu "trabalhar com atores de que gosto e que não poderia contratar para papéis em inglês", acrescentou, citando Mathieu Amalric e Léa Seydoux.

"Mesmo que meus filmes pareçam um pouco carregados e complexos às vezes, tudo que eu quero fazer é contar uma história de uma forma convencional," ele continuou. "Eu tenho meus personagens, quero construir um mundo para eles e fazer com que o espectador entre nele".


AFP



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