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13/07/2021 | domtotal.com

Live destaca a importância da transversalidade na proteção ambiental

A riqueza do conhecimento se dá através do compartilhamento de informações

Willio Campos, mediador e professor nucleador e Flávia Paola Félix Meira, representante da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG).
Willio Campos, mediador e professor nucleador e Flávia Paola Félix Meira, representante da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Maria Aparecida Cota, professora da Dom Helder e uma das convidadas do debate.
Maria Aparecida Cota, professora da Dom Helder e uma das convidadas do debate. Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Debate sobre o tema
Debate sobre o tema "Transversalidade, leis ambientais e práticas diárias dos cidadãos". Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Helen Almeida, apresentadora da live e professora nucleadora do Movimento Ecos.
Helen Almeida, apresentadora da live e professora nucleadora do Movimento Ecos. Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Debate sobre o tema
Debate sobre o tema "Transversalidade, leis ambientais e práticas diárias dos cidadãos". Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Thiago Loures, professor da Dom Helder e ex-integrante dos nucleadores do Movimento Ecos.
Thiago Loures, professor da Dom Helder e ex-integrante dos nucleadores do Movimento Ecos. Foto (Necom Dom Helder e EMGE)
Willio Campos, mediador da live.
Willio Campos, mediador da live. Foto (Necom Dom Helder e EMGE)

Com discursos importantes relacionados à transversalidade e ao sentimento de pertencimento ao ambiente, com o foco na educação ambiental, o Movimento Ecos realizou nesta terça-feira (13) a segunda live da Campanha Agir Socioambiental. O tema “Transversalidade, leis ambientais e práticas diárias dos cidadãos” foi debatido pelos professores da Dom Helder Thiago Loures, Humberto Gomes Macedo e Maria Aparecida Cota, e pelo pesquisador Dr. José Carlos Batista, juntamente com o professor nucleador do Ecos Willio Campos, mediador da live.

A conversa também contou com a representante da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Flávia Paola Félix Meira. Ela discursou sobre o novo currículo do ensino médio das escolas estaduais, que terá como base a formação geral básica com 1.800 horas juntamente com os itinerários normativos, compostos por 1.200 horas, bem como o volume de informações que estão disponíveis. “Concordo com a difusão da informação neste mundo em que estamos vivendo, mas eu acredito que o conhecimento caminha muito mais para o caminho da experiência e da profundidade”, ressaltou Flávia Paola.

Ainda sobre a transversalidade dentro da educação, os professores destacaram a sua importância para a formação de conhecimento. Isso porque a riqueza do conhecimento se dá através do compartilhamento de informações adquiridas em várias áreas. Como exemplo, o professor Thiago Loures citou a multidisciplinaridade encontrada em uma das edições do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na parte de Direito do Trabalho, onde uma das questões abordou uma indenização a um trabalhador em razão de uma doença congênita.

“Por mais que o estudante tenha se preparado para a matéria específica do Direito do Trabalho, se ele não tivesse a informação de outra área do conhecimento, no caso a medicina, se ele não soubesse o que significa uma doença congênita - uma enfermidade que já veio desde o nascimento e não tem relação com o trabalho - ou seja, não poderia gerar uma indenização ao trabalhador, ele não conseguiria responder a prova”, destacou o docente.

Durante a live, a Lei de Proteção Ambiental do Brasil foi comentada, bem como o desenvolvimento sustentável e o seu equilíbrio. “A geração de empregos é importante, é relevante, o crescimento econômico de um país também é importante, mas se deixarmos de lado o aspecto ambiental não teremos um desenvolvimento sustentável. Afinal de contas, os nossos recursos naturais são finitos”, disse o professor Thiago Loures.

A formação cidadã gerou grande comoção dos convidados e do público que assistiu a live. “Precisamos educar nossas crianças para o sentimento de pertencimento. Sentimento esse pouco percebido nos dias de hoje [dentro das escolas]”, comentou Valdelice Farias de Souza, professora da E. E. Núcleo Habitacional I, localizada em Jaíba, Minas Gerais. A quebra do paradigma da relação dos humanos com o meio ambiente, sendo os humanos os sujeitos e o meio ambiente como objeto/coisa, foi debatida a fim de levantar a educação para a formação de pessoas menos antropocêntricas. “Somos parte do meio ambiente e ele faz parte de nós. Precisamos cuidar dele”, disse o pesquisador Dr. José Carlos Batista.

O Movimento Ecos é promovido pela Dom Helder e EMGE, e trabalha desde 2011 pela preservação ambiental.


Bárbara Teixeira / Necom Dom Helder e EMGE



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