Meio Ambiente

19/07/2021 | domtotal.com

Recuperação de corais para a Grande Barreira tem perspectivas ruins, diz cientistas

Melhorias são cada vez mais raras devido ao impacto da mudança climática, segundo relatório

Cientistas australianos consideram 'muito ruins' as perspectivas para o futuro da Grande Barreira de Corais
Cientistas australianos consideram 'muito ruins' as perspectivas para o futuro da Grande Barreira de Corais (SARAH LAI/afp)

As perspectivas para a Grande Barreira de Corais continuam sendo "muito ruins", apesar da recuperação dos corais no ano passado - disseram cientistas do governo australiano nesta segunda-feira (19), dias antes da decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre seu status de patrimônio mundial.

Em junho, a agência cultural das Nações Unidas recomendou em junho colocar o maior recife do mundo em sua lista de lugares em perigo, devido à deterioração dos corais pela mudança climática. A decisão da Unesco é esperada para 23 de julho.

O Instituto Australiano de Ciência Marinha (AIMS) indicou que os corais estão, atualmente, em "uma janela de recuperação", após uma década de deterioração pelas altas temperaturas da água e ciclones.

Essas oportunidades de recuperação são cada vez mais raras, devido ao impacto da mudança climática, disse em seu relatório anual esta agência governamental que monitora a evolução do recife há 35 anos.

"A crescente proeminência dos eventos meteorológicos extremos ligados ao clima e à proliferação de estrela-do-mar coroa-de-espinhos (uma espécie que se alimenta quase exclusivamente de corais) está causando uma pressão mais severa e frequente, dando-lhe poucas oportunidades para se recuperar", disse o CEO da AIMS, Paul Hardisty.

Em seu estudo, os cientistas observaram que o coral cresceu em 69 das 81 localidades controladas nos últimos dois anos. Em contraste, outro relatório científico publicado em outubro descobriu que o ecossistema de 2,3 mil quilômetros de extensão havia perdido metade de seus corais desde 1995.

A diretora do programa de pesquisa da AIMS, Britta Schaffelke, disse que as últimas descobertas fornecem "um vislumbre de esperança", mas que "as perspectivas futuras ainda são muito ruins pelos perigos da mudança climática e outros fatores".

O governo australiano lançou uma campanha de última hora para evitar a degradação do lugar na lista da Unesco, chegando a convidar embaixadores para mergulharem na Grande Barreira.

A Unesco pediu a adoção de medidas urgentes frente à mudança climática, por parte do governo australiano, que resiste a se comprometer a alcançar a neutralidade de carbono até 2050.


AFP



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