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19/07/2021 | domtotal.com

Balanço de mortos por inundações na Alemanha sobe para 165 e deve aumentar

Após críticas, governo estuda aprimorar sistema de alerta contra catástrofes naturais

Inundações na Alemanha provocaram um rastro de destruição no oeste do país
Inundações na Alemanha provocaram um rastro de destruição no oeste do país (Christof Stache/AFP)

As inundações no oeste da Alemanha provocaram pelo menos 165 mortes, de acordo com um balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira, que também cita vários desaparecidos. 

Na região de Renânia-Palatinado, a mais afetada pela tragédia, o número de mortos subiu para 117, contra 112 registrados anteriormente, e há 749 feridos, informou Verena Scheuer, porta-voz da polícia de Koblenz. Na Renânia do Norte-Westfalia, o balanço divulgado no domingo informou "pelo menos" 47 mortes. Na região da Baviera, sul do país, onde foram registradas grandes inundações no fim de semana, registrou uma morte. Na Bélgica, o balanço mais recente informa 31 mortos. 

Diante da tragédia, o governo de Angela Merkel prometeu melhorar o sistema nacional de alerta para catástrofes, muito criticado durante as inundações por não terem alertado de maneira suficientemente rápida a população em perigo. De forma geral, os sistemas de alerta, como o aplicativo de smartphone "Nina", "funcionaram", afirmou a porta-voz do governo Martina Fietz. "Mas a experiência que tivemos durante esta catástrofe mostra que temos que fazer mais e mais rápido", admitiu.

Entre os principais acusados está o Serviço de Proteção Civil, questionado por não ter avisado de maneira rápida o suficiente a população residente em zonas inundáveis, ante a gravidade das cheias.

Seu presidente, Armin Schuster, defendeu na rádio pública "a volta das antigas sirenes", para não deixar tudo nas mãos das ferramentas digitais. As cheias provocaram cortes de energia elétrica e a queda de antenas de telecomunicação, o que impediu que muitas pessoas recebessem os alertas.

Também está em debate a divisão das atribuições de proteção civil dentro deste país federal, onde se espera que as regiões atuem na linha de frente. Algumas organizações ecologistas defendem um maior centralismo. Algo que o ministro do Interior, Horst Seehofer, rejeitou nesta segunda-feira.

A Alemanha está em choque com o maior desastre natural na história recente do país. Cientistas e analistas políticos afirmaram que o desastre era uma consequência do aquecimento global. Merkel pediu um "grande esforço" para acelerar as políticas de luta contra a mudança climática.

No domingo, a chanceler Angela Merkel visitou a localidade de Schuld, perto de Bonn, onde a cheia do Rio Ahr provocou a destruição de parte do centro histórico. A partir de quarta-feira (21), o governo entregará ajudas de emergência de pelo menos 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,83 bilhão), antes de elaborar um vasto programa de reconstrução de bilhões de euros.


AFP/Dom Total



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