Esporte Futebol Mineiro

21/07/2021 | domtotal.com

Delegação do Boca Juniors deixa delegacia de BH após pagar fiança

Argentinos agrediram seguranças, policiais e promoveram quebradeira no estádio

Jogadores ficaram mais de 12 horas na delegacia
Jogadores ficaram mais de 12 horas na delegacia (Oswaldo Diniz/ colaborador Dom Total)

Depois de pagar R$ 9 mil de fiança, a delegação do Boca Juniors foi liberada para ir ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, e seguir rumo à Argentina. Eles ficaram mais de 12 horas detidos depois de agredir seguranças, policiais e promover quebradeira no Mineirão, após a eliminação das oitavas de final da Libertadores pelo Atlético, na noite dessa terça-feira (20).

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que seis membros da delegação argentina foram ouvidos na delegacia de Plantão na região Noroeste de BH. Dois deles foram autuados em flagrante por dano qualificado e os outros quatro assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência por lesão corporal e desacato.

O boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM) descreve cusparadas a um soldado e a um sargento da divisão especializada Rotam, agressões e vandalismo.  Para controlar a confusão, foi usado gás de pimenta.  

"Após o término da partida, iniciou-se uma briga generalizada na zona mista do Mineirão. Os policiais militares que se encontravam no estacionamento do estádio preparando a escolta de volta das equipes foram acionados pelos seguranças do Atlético e seguranças privados da administradora do estádio", diz o boletim.

Por conta da confusão, toda a delegação do Boca Juniors perdeu o voo de retorno a Buenos Aires previsto no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, para as 23 horas de terça-feira (20).

A delegação seguiu completa para a delegacia por determinação do técnico Miguel Ángel Russo. Inicialmente, apenas oito integrantes da equipe identificados na confusão seriam levados para depoimentos: Gayoso (preparador de goleiros), Somoza (assistente técnico) e os jogadores Cascini, Rojo, Izquierdoz, Villa, Zambrano e Javi García.

A Polícia Militar montou uma barreira na porta da delegacia, impedindo a saída do ônibus do Boca até a conclusão dos depoimentos. Depois da confusão no estádio, a delegação saiu escoltada pela Polícia Militar até a delegacia. Lá foi feito o boletim de ocorrência para documentar as agressões e os atos de vandalismo registrados pelas câmeras de TV. Representantes do Consulado da Argentina em Belo Horizonte deram assistência ao clube.

O Atlético informou que, depois de longa negociação, intermediada por seu presidente Sérgio Coelho, nenhum argentino seria detido na capital mineira.



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