Meio Ambiente

23/07/2021 | domtotal.com

Alerta de queimadas: Minas Gerais tem o maior número de incêndios em 11 anos

Expectativa para os próximos meses é de um aumento muito expressivo no número de incêndios florestais em Minas Gerais, diz Corpo de Bombeiros

Estado teve um um período de chuvas menos intenso, contribuindo para uma vegetação mais seca
Estado teve um um período de chuvas menos intenso, contribuindo para uma vegetação mais seca (CBMMG/Divulgação)

O número de incêndios registrados nos sete primeiros meses de 2021 em Minas Gerais é o maior para o período em 11 anos, com 8.073 incêndios em todo o Estado, segundo informou nessa quinta-feira (22), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG).

A média anua histórica de incêndios correspondente aos anos de 2015 a 2021, é de 13.486. O quadro de evolução de atendimentos efetuados pelo CBMMG mostra os seguintes números, em um período de 12 meses : 9.809 (2015), 12.182 (2016); 14.127 (2017); 10.810 (2018), 18.657 (2019) e 20.741 (2020), sendo que, em 2021, em apenas sete meses de janeiro a julho, os números são superiores a mais de 70% do total anual da média anual.

Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do CBMMG, os números se devem a uma "conjunção de fatores ambientais, com destaque para as temperaturas médias e a baixa umidade do ar, provocando vegetação muito seca com a propagação rápida de focos de incêndio e grandes incêndios florestais".

Minas Gerais tem um relevo muito específico, caracterizado por muitas montanhas e serras, com a formação de corredores de ventos que contribuem para a rápida propagação do fogo. Especificamente este ano, o estado teve um um período de chuvas menos intenso, contribuindo para uma vegetação mais seca, mas o principal fator contributivo, segundo o CBMMG, "é sempre a ação humana, com mais de 99% dos incêndios provocados pela negligência, utilização do fogo para para eliminação de lixo e limpeza de lotes". Os bombeiros estimulam a população a denunciar estas práticas.

Próximos meses

De acordo com o tenente Pedro Aihara, a expectativa para os próximos meses é de um aumento muito expressivo no número de incêndios florestais em Minas Gerais, porque historicamente os meses mais complicados são de julho a setembro. A segunda quinzena de julho já é considerada período crítico, permanecendo o período mais delicado até meados de setembro.

Por isso, segundo o porta-voz, desde o começo deste ano foram feitas várias ações preventivas específicas, com destaque para o lançamento da Operação Alerta Verde, iniciada em março deste ano, que resultou numa redução de 27% dos incêndios em vegetação, em lotes vagos, em comparação com os anos anteriores.

Outra ação foi a elaboração de um Plano de Enfrentamento ao Período de Estiagem, com vigência entre abril e setembro 2021, com ações voltadas para os governos locais, o setor privado e a população e identificação dos principais elementos desfavoráveis que irão compor o período de estiagem neste ano, a partir de estudos sobre as características territoriais do estado e levantamento pluviométrico recente.


Agencia Brasil



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