Coronavírus

23/07/2021 | domtotal.com

Variante delta se espalha no Rio e prefeitura já prevê predomínio da cepa em breve

Em pesquisa por amostragem, estado registra quatro mortes relacionadas à nova cepa

Estado reconhece que o contágio pela variante delta já se tornou comunitária
Estado reconhece que o contágio pela variante delta já se tornou comunitária (PeterIlicciev/Fiocruz)

Depois de confirmar a morte de quatro pessoas infectadas pela variante delta do coronavírus no estado, a Prefeitura do Rio informou que espera que a variante se torne predominante na cidade em breve. Até esta sexta-feira (23), a cepa já havia sido registrada em 27 pacientes, mas o município admite que há subnotificação. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os dados disponíveis até o momento se referem a casos verificados ainda no mês de junho, e por isso a delta ainda não se mostra predominante na cidade.

"O que a gente sabe hoje da variante delta é que, na maioria dos países em que ela entrou, ela se tornou predominante muito rápido. A gente espera que se torne a variante predominante muito em breve no Rio e também no Estado, é esse o padrão em outros países", explicou o secretário Daniel Soranz.

Soranz ressaltou que "apesar de (a delta) ser muito mais transmissível, há a hipótese de ser uma variante que causa menos casos graves e menos letal". Por isso, ele frisou a importância de a população carioca não deixar de se vacinar. Pelos números da prefeitura, 90% dos idosos da cidade receberam a segunda dose do imunizante.

No caso do estado, a Secretaria de Saúde afirma que as mortes são detectadas por amostragem. Por isso, não é possível afirmar que sejam os primeiros mortos por coronavírus causado por essa cepa no estado, mas são os primeiros casos detectados pela secretaria.

Conforme a pasta, as vítimas são uma mulher de 73 anos que morreu em Nova Iguaçu no dia 4 de julho, um homem de 50 anos que morreu em 5 de julho em Duque de Caxias, uma mulher de 43 anos que morreu em 10 de julho, também em Nova Iguaçu, e um homem de 53 anos morto em 14 de julho, cujo município de domicílio ainda está sendo investigado.

A prefeitura de Duque de Caxias também confirmou a morte do paciente de 50 anos. Informou que ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Beira Mar em 26 de junho e dois dias depois foi transferido para a UTI do hospital municipal Doutor Moacyr Rodrigues do Carmo, também em Caxias, onde acabou morrendo em 5 de julho. Segundo a prefeitura, o paciente tinha comorbidades e durante a internação apresentou febre, tosse e falta de ar. A tomografia de tórax apontou que 50% dos pulmões do paciente estavam comprometidos pela doença.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que está monitorando o cenário epidemiológico no estado, como número de atendimentos em UPAs, taxa de ocupação de leitos e resultado de testes para confirmação da Covid-19. O sequenciamento do coronavírus não é um exame de rotina nem de diagnóstico - é feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus Sars-CoV-2 no estado e embasar políticas sanitárias.


Agência Estado/Dom Total



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