Esporte Olimpíadas

28/07/2021 | domtotal.com

Maria Portela é eliminada nas oitavas do judô em luta polêmica e revolta brasileiros

Atleta havia conseguido aplicar um wazari, mas o golpe não foi computado pelo pelo juiz mexicano Everardo Garcia, após uma consulta aos árbitros de vídeo

Logo depois da derrota, Maria Portela deixou o tatame aos prantos, inconformada.
Logo depois da derrota, Maria Portela deixou o tatame aos prantos, inconformada. Foto (Gáspar Nóbrega/COB)
A brasileira Maria Portela (branco) foi derrotada pela russa Madina Taimazova na categoria até 70kg do judô feminino pelas oitavas de final dos Jogos Olímpicos no Nippon Budokan em Tóquio em 28 de julho de 2021
A brasileira Maria Portela (branco) foi derrotada pela russa Madina Taimazova na categoria até 70kg do judô feminino pelas oitavas de final dos Jogos Olímpicos no Nippon Budokan em Tóquio em 28 de julho de 2021 Foto (Jack GUEZ/AFP)

A judoca brasileira Maria Portela foi eliminada nesta quarta-feira dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 ao ser derrotada por Madina Taimazova, representante do Comitê Olímpico Russo, nas oitavas de final em uma luta longa e polêmica.

Na tradicional arena Nippon Budokan na capital japonesa, o duelo, pela categoria até 70kg, durou quase 15 minutos. A brasileira recebeu um terceiro shido, a advertência mais leve, e o combate terminou com a vitória da russa no golden score.

Maria Portela havia conseguido aplicar um wazari, mas o golpe não foi computado pelo pelo juiz mexicano Everardo Garcia, após uma consulta aos árbitros de vídeo.

Logo depois da derrota, Maria Portela deixou o tatame aos prantos, inconformada com sua eliminação no torneio individual. A gaúcha ainda tem a chance de lutar na competição por equipes.

Brasileiros revoltados

A derrota controversa de Maria Portela para a russa Madina Taimazova na categoria até 70 kg feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio revoltou a comunidade do judô. Judocas, ex-judocas e personalidades ligadas ao esporte, além de torcedores nas redes sociais, criticaram a arbitragem do mexicano Everardo Garcia, que não computou um golpe que os brasileiros consideraram wazari no golden score.

Além disso, o juiz eliminou a judoca brasileira ao aplicar a ela terceiro shido (punição) por falta de combatividade. Com duração de quase 15 minutos, a luta foi a mais longa da Olimpíada até o momento.

O ex-judoca Tiago Camilo, medalhista olímpico em Sydney-2000 e Pequim-2008, entendeu que a gaúcha foi duplamente prejudicada pela arbitragem. "A brasileira claramente prejudicada nessa luta. Tanto nesse golpe não pontuado quanto na decisão do golden score. Nessa última punição que ela tomou", afirmou.

Flávio Canto, medalhista de bronze em Atenas-2004, endossou a opinião do colega e detonou o VAR. "Não darem o wazari pra Portela.. pra que serve o VAR? Francamente. Lamentável", escreveu o ex-judoca e comentarista da TV Globo nas redes sociais.

Alex Pombo, judoca que já defendeu a seleção brasileira, passou por uma situação semelhante à de Portela com o árbitro mexicano, o que reforçou seu descontentamento com a decisão do juiz no combate da brasileira em Tóquio. Nas semifinais do Pan de Toronto, em 2015, Pombo foi derrotado pelo argentino Alejandro Clara da mesma maneira, com um shido no fim.

"Esse árbitro já acabou com o meu sonho nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, trocando o shido faltando segundos pra acabar a luta. Agora nos Jogos Olímpicos faz uma coisa dessa, acabar com o sonho de um atleta", relembrou.

Campeões mundiais em suas categorias, João Derly e Luciano Corrêa reiteraram as críticas ao árbitro mexicano. "O wazari da Portela foi nítido", pontuou Corrêa. "Deixa os atletas decidirem", acrescentou.

"Nunca gostei de falar da arbitragem, mas meu Deus o que foi essa luta? Wazari não marcado e uma punição muito injusta", reclamou Derly, primeiro brasileiro a ser bicampeão mundial de judô.

Com a derrota, Maria Portela fica fora da briga por medalhas em Tóquio na categoria até 70 kg. No entanto, ela e outros judocas do País voltarão em ação na disputa por equipes na próxima sexta-feira.


AFP, AE e DomTotal



Comentários
Newsletter

Você quer receber notícias do domtotal em seu e-mail ou WhatsApp?

* Escolha qual editoria você deseja receber newsletter.

DomTotal é mantido pela EMGE - Escola de Engenharia e Dom Helder - Escola de Direito.

Engenharia Cívil, Ciência da Computação, Direito (Graduação, Mestrado e Doutorado).

Saiba mais!



Outras Notícias