Esporte

05/08/2021 | domtotal.com

Após briga de torcidas, Bogotá fecha estádios de futebol ao público

Na noite de terça-feira (3) torcedores do Nacional e do Santa Fe invadiram o gramado, enquanto outros brigavam nas arquibancadas, segundo a prefeita da capital, Claudia López

Torcedores do Atlético Nacional chutam um torcedor do Independiente, Santa Fe
Torcedores do Atlético Nacional chutam um torcedor do Independiente, Santa Fe (STR/Afp)

As autoridades de Bogotá suspenderam a entrada de torcedores aos estádios de futebol e vetaram por um ano o acesso das torcidas organizadas do Atlético Nacional, o popular clube de Medellín, após as brigas que ofuscaram o primeiro jogo com público após um ano e meio de pandemia.

Ao menos três pessoas ficaram feridas nos enfrentamentos registrados na noite de terça-feira, quando torcedores do Nacional e do Santa Fe invadiram o gramado, enquanto outros brigavam nas arquibancadas, segundo a prefeita da capital, Claudia López.

A partir disso, López decidiu nesta quarta suspender por prazo indeterminado a entrada do público aos estádios El Campín e Techo, em Bogotá.

Também fixou condições para sua abertura aos torcedores, alegando que quer evitar novos "fatos lamentáveis de dor, de feridos, de agressões".

De agora em diante, os clubes de futebol deverão implementar um registro dos compradores de ingressos. Será exigido, ainda, que mobilizem uma equipe logística e de segurança que trabalhe em coordenação com a polícia para manter o "convívio pacífico" e o "distanciamento adequado e preventivo" entre as torcidas, acrescentou.

A prefeita também puniu a torcida do Atlético Nacional por cometer "um crime ao agredir violentamente os torcedores do Santa Fe".

"As torcidas organizadas do Atlético Nacional que desonraram sua torcida, desonraram sua equipe, desonraram o futebol e desrespeitaram a cidade de Bogotá não terão acesso" aos estádios bogotanos "por um ano", advertiu López.

Já o clube Santa Fe enfrenta "um processo sancionatório" por descumprir as "obrigações logísticas" do contrato de arrendamento do estádio.

Segundo o Ministério Público, 8,3 mil pessoas assistiram ao jogo na terça-feira no Campín, que abriu as portas ao público pela primeira vez desde março de 2020, quando fechou em meio à emergência sanitária da Covid-19.

Veto "por toda a vida"

Em vídeos divulgados por autoridades, veem-se os torcedores invadindo o gramado durante o intervalo da partida, enquanto outros se enfrentavam aos socos nas arquibancadas, com a polícia perto.

Alguns torcedores arrancaram as cadeiras para agredir seus adversários.

Edison Romario, de 26 anos, "foi agredido violentamente por torcedores do Nacional. Sofreu trauma crânio-encefálico moderado e fratura no nariz. Felizmente encontra-se fora de perigo", informou o secretário de governo, Luis Ernesto Gómez.

Três pessoas foram detidas, segundo o balanço da prefeitura.

"Repudiamos os atos de violência e intolerância ocorridos no estádio El Campín de Bogotá", afirmou nesta quarta-feira, pelo Twitter, o presidente da Colômbia, Iván Duque.

O chefe da Dimayor, entidade que rege o futebol no país, apoiou as medidas anunciadas pela prefeita, que permitirão identificar quem cometer crimes em eventos esportivos.

"(Vamos) vetar sua entrada por toda a vida em qualquer estádio do país", anunciou.

A partida, válida pela terceira rodada do torneio Clausura-2021 do futebol colombiano, foi paralisado por mais de uma hora por causa da confusão.

No entanto, o árbitro do jogo, Carlos Betancur, decidiu retomá-la depois que a polícia assumiu o controle do gramado e o público voltou às arquibancadas.

As equipes saíram para o intervalo com o placar em 0 a 0. O visitante Atlético Nacional acabou vencendo por um gol no segundo tempo do volante Baldomero Perlaza.

As principais cidades da Colômbia autorizaram a volta do público a eventos esportivos e culturais, em um momento em que o pico mais letal da pandemia arrefece.

Com 50 milhões de habitantes, a Colômbia, com 121,5 mil mortos, é o terceiro país da América Latina com mais óbitos pela Covid-19 proporcionalmente à sua população (2.360 mortos por milhão de habitantes), depois do Peru e do Brasil.


Afp



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