Esporte Olimpíadas

06/08/2021 | domtotal.com

Vôlei feminino avança à final e Brasil garante recorde de medalhas em Olimpíadas

Nos Jogos de Tóquio, país supera marca de 19 pódios conquistados no Rio, em 2016

Seleção brasileira foi bem superior à equipe da Coreia do Sul evenceu com facilidade por 3 a 0
Seleção brasileira foi bem superior à equipe da Coreia do Sul evenceu com facilidade por 3 a 0 Foto (COB)

A vitória do Brasil diante da Coreia do Sul pela semifinal do vôlei feminino foi histórica. Com o resultado, o país bateu em Tóquio-2020 o recorde de medalhas em uma edição dos Jogos Olímpicos. A marca anterior havia sido conquistada na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, com 19 pódios.

Nos Jogos de Tóquio, o Time Brasil já colocou 16 medalhas no peito (quatro ouros, quatro pratas e oito bronzes) e tem mais quatro pódios garantidos. São duas finais no boxe, com Bia Ferreira e Hebert Souza, o futebol masculino, que decide o ouro diante da Espanha, e, claro, o vôlei feminino contra os Estados Unidos.

Esse número ainda pode aumentar, já que o hipismo brasileiro está na final por equipes dos saltos, e Isaquias Queiroz tem boas chances de conquistar uma medalha na canoa individual, prova de 1.000m. Ele é um dos favoritos e já garantiu a prata nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Até o momento, o Brasil conquistou ouro com o surfista Italo Ferreira - primeiro campeão olímpico da modalidade -, a ginasta Rebeca Andrade, no salto, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze - bicampeãs olímpicas na classe 49erFX da vela-, e Ana Marcela Cunha, na maratona aquática. No individual geral, a atleta da ginástica artística Rebeca Andrade também conquistou a prata, assim como os skatistas Kelvin Hoefler, Pedro Barros e Rayssa Leal.

O bronze veio com os nadadores Fernando Scheffer e Bruno Fratus, os judocas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, Alison dos Santos e Thiago Braz no atletismo, a dupla de tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani e no boxe com Abner Teixeira.

Vitória contundente

A seleção brasileira de vôlei feminino entrou em quadra na Ariake Arena com vontade e atropelou as asiáticas com uma contundente vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/16 e 25/16. Havia o temor de que o desligamento da oposto Tandara horas antes da semifinal, após ser flagrada em teste antidoping, pudesse afetar emocionalmente a seleção. Mas não foi o que ocorreu.

A maneira como a equipe se comportou na semifinal, sem dar qualquer chance para a Coreia do Sul, aumenta a confiança para a decisão diante dos Estados Unidos, neste domingo, à 1h30 (de Brasília), apesar do favoritismo adversário. Os dois países fizeram a final da última Liga das Nações, em junho, com vitória das americanas. Aquela decisão, mesmo com a derrota, foi um importante ponto de retomada da seleção às vésperas dos Jogos, após um ciclo olímpico marcado por muitas oscilações. Campeão em Pequim-2008 e Londres-2012, o Brasil busca em Tóquio o tricampeonato olímpico.

Vale destacar ainda que as partidas da seleção feminina de vôlei no Japão viraram uma atração à parte para a delegação brasileira Se nas quartas de final a campeã olímpica na maratona aquática Ana Marcela Cunha marcou presença no ginásio, nesta sexta-feira foi a vez da ginasta Rebeca Andrade, que faturou um ouro e uma prata em Tóquio-2020, apoiar as compatriotas nas arquibancadas.

Logo que começou o jogo, o Brasil não deu espaço para qualquer dúvida sobre as suas condições de avançar à final. Rosamaria, por exemplo, manteve o alto nível de atuação da última partida, cravando no chão praticamente todos os ataques. O mesmo valia para Fernanda Garay. A cada ponto, as jogadoras vibravam efusivamente.

Muito da intensidade que o Brasil colocou no jogo se devia à levantadora Macris. Recuperada de lesão, ela começou como titular e, com uma ótima variedade de jogadas, dificultava a marcação das sul-coreanas. Sem contar, é claro, as inesperadas "largadinhas". Assim, não teve muita dificuldade para fechar o primeiro set em 25 a 16.

O placar se repetiu na segunda parcial porque o Brasil não diminuiu o ritmo e manteve a pressão em cima da Coreia do Sul. Com bastante agressividade, a seleção impedia qualquer tentativa de reação adversária. As brasileiras se destacavam em todos os fundamentos, praticamente sem cometer erros.

A performance do Brasil no bloqueio foi fundamental para a vitória no terceiro set, novamente por 25 a 16. Muito consistente, a seleção soube aproveitar as falhas defensivas das sul-coreanas, acumulou pontos em sequência e fechou o jogo com um massacre na última parcial.


Agência Estado/Dom Total



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